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Publicado em 05/05/2011 às 14h29

Carro clássico: Puma GT verde e
amarelo homenageia a paixão nacional

Esportivo da década de 70 era pintado nas cores da bandeira na torcida pelo tetra

puma-g-20110505Antigo Motors/Jocelino Leão

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Do R7, com WebMotors (Antigo Motors)

Para falar deste carro, é preciso contar a história de sua pintura. O proprietário de um galpão, onde este Puma brasileirinho está guardado, conta que o exemplar veio de seu irmão. Mas antes, “seu primeiro dono, conhecido do projetista da Puma, estava entusiasmado com a Seleção Brasileira de Futebol que, em 1970, trouxe o tricampeonato.”

Pois é, para torcer pelo tetra em 1974, nada teria apelo tão forte quanto o mais bonito de todos os carros nacionais pintado com as cores da bandeira. A pintura personalizada, verde e amarela, foi feita sob orientação de Anísio Campos, o prestigiado designer que trabalhava para a montadora. 

Importante lembrar que na época o Brasil vivia um sentimento de nacionalismo grande. Havia sido campeão mundial de futebol e Emerson Fitipaldi trouxera o primeiro troféu de Fórmula 1 para o país (1972). O “Made in Brasil” ia como um selo de qualidade nos carros vendidos para fora do país.

Fato
- Os modelos Puma conquistaram seus fãs ao redor do mundo. Somente do modelo GT, houve exportações para mais de 50 países. Sucesso ímpar! De Willys à Volkswagen, a pequena empresa nacional incomodou as grandes na briga pela fatia de mercado dos esportivos.

Embora a Puma fosse uma empresa pequena, que adaptava a mecânica à sua proposta estética, não chegava com preço exorbitante ao consumidor. A linha GT, entenda motor Volks, vinha se aprimorando e, em 1969, o propulsor aumentava a potência, passando para 1,6 litro. O intuito era envenenar o belo carro. 

- Com esse Puma, que estava em excelente estado de conservação, rodei bastante. O motor 1600 tem funcionamento irrepreensível e mostra disposição, graças ao baixo peso do carro. Numa estrada onde hoje o comum é manter velocidade próxima dos 120 km/h, o carro não demonstra falta de fôlego e passa a sensação de estar na maior vula, comenta o colecionador com entusiasmo.

Produção
- Os Pumas eram montados em pequena linha de produção, ocorrendo invariavelmente algumas imperfeições. Somente a partir de 1973 foi adotado um sistema mais simétrico de fabricação.
 
"Pode parecer estranho, mas, na época, a maioria dos carros em plástico reforçado com fibra de vidro – como os Lotus ingleses – exibia diversos defeitos quanto ao acabamento de suas carrocerias", diz o colecionador que zela por este belo GT, exemplo que mostra que o inconveniente não era exclusividade brasileira.

Porém, em 1990, abriram as portas para as importações e modelos mais evoluídos e atraentes entraram no mercado. A pequena empresa Puma não resistiu. 


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(*)
Fonte: "Memórias Sobre Rodas Anos 60/70", Editora Alaúde
Agradecimentos a Automóveis do Brasil. Fotografias de Jocelino Leão.