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Publicado em 29/06/2012 às 10h40

Chevrolet Spin quer conquistar consumidores pelo bolso

Sucessor de Meriva e Zafira chega às lojas partindo de R$ 44.590

Chevrolet SpinDivulgação

Spin tem versões que levam cinco ou sete pessoas; terceira fileira de bancos serve só para crianças

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Rodrigo Ribeiro, do R7

A receita do novo Chevrolet Spin é simples: levar o maior número possível de pessoas e/ou bagagem custando o menor valor possível. E se depender da agressiva tabela de preços, o carro familiar da marca conseguiu cumprir sua meta inicial. Equipado com direção hidráulica, ar-condicionado, travas e vidros elétricos e os obrigatórios ABS e air bag duplo, o Spin mais barato custa tentadores R$ 44.590. O valor inclui o generoso porta-malas de 710 litros de volume.

Veja a tabela completa de preços:

LT
: R$ 44.590
LT (+ rodas de 15'' e rádio com USB e bluetooth): R$ 45.990
LT (+ câmbio automático): R$ 49.690
LTZ (+ retrovisores elétricos, faróis e lanterna de neblina e sensor de estacionamento): R$ 50.990
LTZ (+ câmbio automático): R$ 54.690
Obs: a pintura metálica acrescenta R$ 1.150 a todos os valores acima

Mas, neste segmento onde cada centavo é importante, o cobertor é curto: se por um lado o Spin chama a atenção pelo visual e espaço interno, por outro ele deixa escancarado a economia de custos. Desenvolvido sobre a plataforma do Cobalt, o monovolume (ou veículo multi-proposta, como a Chevrolet o define) é equipado com um motor 1.8 flex que gera entre 106 cv (gasolina) e 108 cv (etanol).  A diferença de potência para o 1.4 usado no Corsa é de míseros três cavalos.

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A marca se defende afirmando que o que o consumidor do Spin busca é torque, e isso o motor do modelo teria de sobra. Na prática, como R7 Carros pôde comprovar em um test-drive que misturou percurso urbano e rodoviario, os 17,1 kgfm de torque (16,4 kgfm com gasolina) se mostraram insuficientes para os 1.202 kg do Spin.

Chevrolet Spin
Alto e com visual chamativo, o Spin se impõe quando se está parado, mas na hora de acelerar... (Divulgação)

A unidade avaliada era uma LTZ completa, equipada com câmbio automático de seis marchas. Um pouco confusa nas trocas em baixas velocidades, a transmissão obrigava o motorista a adotar as passagens sequenciais pela alavanca durante ultrapassagens ou subidas íngremes. Futuramente, R7 Carros irá avaliar o Spin com câmbio manual de cinco marchas para saber se nesta versão ele contorna um pouco melhor a letargia do propulsor.

Novos (e difíceis) tempos

Se frusta quem está atrás do volante, o Chevrolet agrada aos outros ocupantes. Com 2,62 m de entre-eixos, o modelo tem espaço de sobra para o passageiro da frente e uma área razoável para quem vai atrás. Como ocorre na maioria dos modelos com opção de sete lugares, a terceira fileira é destinada basicamente a cadeirinhas de bebês e crianças pequenas. Em todos os assentos, o destaque positivo fica pela grande área para a cabeça (1,66 m de altura) e pelos bancos macios. Entre os pontos negativos estão os assentos com base muito curta (apoiando mal as pernas dos passageiros) e o acabamento, aquém até do agora descontinuado Zafira.

O motivo da proliferação de rebarbas e soluções de baixo custo na cabine do Spin (como cinto abdominal e com regulagem manual para o quinto passageiro) se dá pela mesma razão que justifica a ausência de um sistema que permita a retirada dos bancos e o pequeno porta-luvas no painel bicolor: grana. E, se depender das últimas novidades que emplacaram no mercado, o modelo deverá superar facilmente as 3.000 unidades mensais estimadas pela marca.

Isso porque, em um mercado em que cada mudança no preço impacta diretamente nas vendas de um determinado modelo, o Spin sai na frente por oferecer bom conteúdo por valor abaixo da concorrência. E, para a maior parte desses consumidores, o número de parcelas do financiamento e o valor de cada uma delas é mais importante do que a qualidade do acabamento ou a eficiência do motor.

Interior Spin
O interior do Spin mistura elementos do Cobalt e do Sonic (Divulgação)

A troca de modelos com projetos refinados (apesar de antigos) por outros mais modernos e baratos virou uma tendência dentro da Chevrolet, algo que aparenta estar dando certo se depender do sucesso de vendas do Cobalt e dos pescoços virados durante o test-drive do Spin. Bom para a marca, que busca recuperar o segundo lugar entre as montadoras que produzem no Brasil, mas nem tanto para o consumidor, que acaba vendo o número de modelos disponíveis no mercado cair significativamente.

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