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Publicado em 29/12/2012 às 01h30

De Classe B, nova geração do monovolume da Mercedes-Benz tem só o nome

Nada popular, modelo ficou mais caro e esportivo para se afastar do Classe A

Classe BDivulgação

Visual (e pegada) mais agressiva: eis a fórmula do novo Classe B para subir nas vendas


 
Rodrigo Ribeiro, do R7

Quando chegou ao Brasil, em 2006, o Mercedes-Benz Classe B tinha uma proposta interessante para o segmento de monovolumes, pois conseguia atender os anseios de quem buscava espaço sem ter aquele jeitão de minivan de outros modelos – tudo isso com o bônus de ser o único de sua categoria no trio alemão completado por Audi e BMW.

Porém a investida, ao menos por aqui, não foi muito além das garagens familiares que já tinham outro Mercedes na garagem. Outro fator que segurou as vendas do modelo foi sua proximidade, tanto em preço quanto em conceito, do Classe A. Essas incompatibilidades explicam a mudança radical que ambos os modelos passaram.

Enquanto o Classe A virou um hatch, o B ganhou ares agressivos e um conjunto mecânico mais esportivo (que, diga-se, é o mesmo do novo A). Na Europa a reformulação fez sucesso, fazendo com que o modelo superasse as 100 mil unidades vendidas em menos de um ano. O índice é impossível de ser repetido no Brasil, por isso a marca optou por trazer ao país apenas as versões mais recheadas, equipadas com um motor 1.6 turbo de 156 cv e câmbio automatizado de dupla embreagem e sete marchas.

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Lanternas traseiras ficaram afiladas e lembram o sedã Classe E (Crédito: Divulgação)

Ponto de vista
Bem, por “recheada”, leia-se sete airbags, ABS e controle de tração e estabilidade. Assim como outros modelos alemães, o B sofre com o peso da “grife”que carrega, cobrando muito por pouco. Por R$ 119,9 mil, preço sugerido pelo B200 Turbo, você leva apenas o básico para um carro desta categoria. Faróis de xenônio e apêndices aerodinâmicos estarão disponíveis apenas no B200 Turbo Sport, versão topo de linha que custa R$ 159,9 mil.

Sentiu falta de bancos com ajuste elétrico, teto-solar e até mesmo ar-condicionado digital? Pois nem adianta procurar, eles não estão lá (ainda que um funcionário da Mercedes tenha afirmado que o sistema de ar-condicionado fosse digital por mostrar as regulagens manuais do sistema na tela de cinco polegadas do painel, recurso usado pela Chevrolet no Agile).

A marca se ancora na justificativa dos impostos, que parecem ser diferentes para outros modelos europeus e sul-coreanos, que oferecem o mesmo nível de acessórios (e até mais em alguns casos) por valores abaixo do B200 Turbo.

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Interior ficou mais luxuoso e espaçoso, mas faltam itens de conforto na versão brasileira (Crédito: Divulgação)

Pá de cal nas peruas
Felizmente a lista pobre de equipamentos é um dos poucos defeitos do B200, que melhorou a já prazerosa dinâmica do modelo com um motor mais eficiente e um câmbio mais rápido. A suspensão segura o carro nas curvas mais ousadas e a direção é precisa – ambas as características são melhores no pacote Sport, que tem amortecedores mais rígidos e caixa de direção com relação variável.

O lado ruim disso é que com isso o B200 se aproximou ainda mais das peruas, segmento que se transformou em nicho no País. O resultado é a mudança no catálogo da Mercedes e de suas conterrâneas: com preço similar ao B, a Classe C Estate agora é oferecida apenas por encomenda. No final das contas as mudanças do monovolume foram positivas, mas não sem deixar efeitos colaterais.