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Publicado em 14/02/2012 às 10h30

Kia Sportage ganha versão
flex para superar “irmão” ix35

SUV sul-coreano chega ao Brasil com preços a partir de R$ 90,9 mil

Sportage 1 GDivulgação

Rodas de 18 polegadas agora são de série em todas as versões do Kia Sportage Flex


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Do R7, com Webmotors (Rodrigo Ribeiro)

Lançado há menos de um ano no Brasil, o novo Kia Sportage tinha tudo para ganhar uma fatia considerável dos SUV importados “de entrada”. Era moderno, bem equipado e, o mais importante, mais barato que seu principal rival, o novo Hyundai Tucson, chamado no Brasil de ix35. A marca só não contou com um imprevisto: o sucesso do carro. Com filas de espera de até 4 meses, o modelo padeceu de uma oferta muito menor do que a demanda, vendendo menos até do que o Sorento, modelo maior e mais caro da Kia. Para curar a ressaca do lucro perdido, a Kia começa 2012 com uma nova versão do Sportage, agora capaz de beber etanol.

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Por fora, a principal diferença do Sportage Flex - além do logotipo no porta-malas - são as luzes de condução diurna (DRL) em LED nos faróis, exclusivos para as duas versões mais caras. As rodas de 18 polegadas agora são de série em todas as versões – antes os Sportage menos afortunados vinham com rodas de 16 polegadas. A cabine seguiu inalterada, ao contrário do trem de força. O motor 2.0 16V ganhou comando de válvulas variável também no escape e teve a injeção remapeada, resultando em um ganho de potência discreto com gasolina (169 cv, ante 166 cv do Sportage anterior) e interessante com etanol: 178 cv. O câmbio automático é o mesmo de seis marchas, número que se repete na inédita transmissão manual.

Mais potente, equipado e flexível. Tudo muito bom, mas graças à inflação e à nova alíquota de IPI, o Sportage Flex acaba tendo parte de seus tributos ofuscados pela etiqueta. Custando R$ 90,9 mil, a versão de entrada supera o ix35, cujo preço ainda não foi formalmente reajustado pela Caoa. A presença de apenas dois airbags e ausência de controle de tração e ar-condicionado digital também pesam contra o Sportage, que só oferece os itens nas versões mais caras, que partem de R$ 109,3 mil. Caso opte pelo teto-solar duplo, o consumidor pagará R$ 114,6 mil, menos do que a versão 4x4 (R$ 113,4 mil). A diferença se dá por um fator surreal: o Sportage de tração integral tem os mesmos dois air bags da versão de entrada e seu retrovisor central, além de não ter câmera de ré, ainda usa a antiga alavanca dia-noite, em vez do sistema antiofuscamento das demais versões. A meta de vendas da marca é de 14,2 mil carros, elevando a participação do Sportage nas vendas da Kia no Brasil de 11 % para 15%.

Sportage 2 G

Preto, prata e branco: opções de cores não fogem muito da fórmula brasileira (Divulgação)

De olho em dois ponteiros

Detalhes de catálogo à parte, o Sportage Flex manteve o comportamento encontrado na versão monocombustível, com fôlego honesto do motor (são 21,4 kgfm de torque com etanol e 20 kgfm com gasolina, ambos a 4.700 rpm), auxiliado pelo bom câmbio automático com opção de trocas sequenciais na alavanca. Uma tocada mais esportiva requer reduções manuais ou alguns segundos de paciência para o kick-down ser detectado. Nessa situação, o ganho de potência com gasolina é mais notado, com uma aceleração vigorosa para um motor 2.0 aspirado.

Com o acerto de suspensão equilibrado (apesar do controle de estabilidade entrar em ação em curvas nem tão ousadas), o Sportage permite uma tocada mais rápida, sempre lembrando que este ainda é um SUV com mais de 1.400 kg e 1,64 m de altura. Por isso, o motorista precisa ficar de olho tanto no velocímetro quanto no indicador do nível de combustível. Apesar do consumo não ter sido divulgado pela fábrica, a velocidade com que aproximadamente 29 litros de etanol (metade do tanque) foram gastos em um trajeto com pouco mais de 100 km assustou em um primeiro momento.

É verdade que o percurso do test-drive não favorecia o consumo, com grandes congestionamentos, ar-condicionado ligado em 100% do tempo e trechos de um circuito fechado com acelerações e velocidades normalmente incompatíveis com a cidade. Mas também é verdade que o preço do etanol mantém ele desfavorecido em relação à gasolina na maior parte do Brasil, em situação que perdura há alguns meses. O novo catálogo de preços e equipamentos do Sportage também não ajuda. No final das contas, começar a beber álcool poderá piorar a ressaca das vendas de 2011.

Sportage 3 G

Interior do carro permaneceu inalterado; aceleração é vigorosa para um 2.0 aspirado (Divulgação)

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