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Publicado em 11/03/2013 às 13h16

Mais barato, Ford Fusion Flex chega amaciado para liderar o segmento

Sedã grande aproveita a restrição aos importados para superar os sul-coreanos

FusionDivulgação

Mesmo visual, coração diferente: Fusion Flex ganhou novo motor para ficar mais barato

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Rodrigo Ribeiro, do R7, em Florianópolis (SC)*

Quatro meses após apresentar a nova geração do Ford Fusion em sua versão topo de linha 2.0 turbo Titanium, a marca lança no mercado uma opção mais barata do modelo. Com preço partindo de R$ 92.990, o Fusion Flex marca a estreia do etanol no segmento de sedãs médios-grandes, composto também por Hyundai Sonata, Kia Optima e, futuramente, Nissan Altima. O modelo é equipado com o mesmo motor 2.5 de até 175 cv da Ford Ranger Flex, e tem como única opção um câmbio automático de seis velocidades.

Visualmente as diferenças da versão flex para a topo de linha estão na ausência do aerofólio traseiro, nas rodas de 17 polegadas (18 na Titanium) e no escapamento com ponteira simples, ao invés de dupla. A lista de equipamentos também é mais parca – entre outros itens, controle de velocidade adaptativo e detector de veículos no ponto cego são exclusivos do Fusion mais caro. De série o Fusion Flex vem com o trivial para a categoria, com ar-condicionado digital de duas zonas, controle de estabilidade e tração, ABS e oito airbags, sendo dois para os joelhos dos passageiros dianteiros.

Amolecido para o consumidor
Durante a apresentação à imprensa a Ford afirmou que o consumidor do Fusion Flex não prioriza o desempenho, justificando a opção pelo motor 2.5 – 55 cv mais fraco do que o 2.0 turbo. A mudança no trem de força acompanhou uma nova calibração da suspensão, que ficou mais macia. A solução, associada às rodas menores, tornou o carro mais confortável, mas em contrapartida prejudicou a estabilidade.

Em curvas mais acentuadas o Fusion Flex inclina mais a carroceria, e a maciez do conjunto aumenta as chances do amortecedor bater no final do curso. Para o uso urbano essas características não incomodam, mas quem busca uma tocada mais esportiva pode encontrar a felicidade na versão 2.0 turbo com tração dianteira, R$ 6 mil mais cara.

Fusion
Ausência de aerofólio, escape simples e roda menor denunciam versão Flex (Crédito: Divulgação)

Durante o test-drive, realizado na região de Florianópolis (SC), R7 Carros também notou um ruído moderado oriundo do sistema de suspensão dianteira. A característica, presente em outros carros do test-drive, se dava a um desgaste nas buchas do conjunto, falha que, segundo a a Ford, foi corrigida nas unidades que chegam às lojas em março.

Posto isso de lado o Fusion Flex oferece as mesmas virtudes dos modelos mais caros, como o espaço interno generoso e suficiente para levar cinco adultos com conforto. A ausência de alguns itens não prejudica o custo-benefício do carro, que é ainda superior ao dos concorrentes – somente o Fusion vem de série com oito airbags, bancos de couro com ajuste elétrico e sistema multimídia com GPS e tela sensível ao toque. Os únicos opcionais são a pintura metálica e o teto-solar elétrico.

Fusion
Motor 2.5 de até 175 cv também é usado na Ranger e tem comando variável (Crédito: Divulgação)

Morde e assopra
Prejudicado pela restrição imposta aos carros importados do México isentos do imposto de importação, o Fusion Flex ajudará o modelo a crescer nas vendas, mas não muito – a meta da marca é de faturar 12 mil carros por ano. Contudo a mesma restrição prejudica também seus concorrentes diretos: Kia e Hyundai usarão sua cota de importação nos modelos menores, enquanto a Nissan prioriza os compactos March e Versa em detrimento do Altima. Isso facilita a vida do Fusion, que deve terminar 2013 como líder do segmento.

*O jornalista viajou a convite da Ford do Brasil