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AFPMais de 1,7 mil pessoas foram demitidas da PSA em 2012; número deve subir nos próximos anos
A montadora francesa Peugeot Citroën registrou um prejuízo recorde de 5 bilhões de euros nesta quarta-feira (14), mas disse que estava no caminho para se recuperar da crise, e o governo insistiu que a nacionalização não está na agenda.
A PSA Peugeot Citroën, a maior montadora francesa e a segunda maior da Europa, atrás da Volkswagen, chocou a França no meio do ano passado, quando anunciou cortes enormes de empregos e um plano para fechar uma fábrica perto de Paris.
Mas, ao anunciar seus resultados anuais, o grupo afirmou que havia construído os alicerces para a recuperação, depois de realizar a limpeza de seu balanço e implementar um difícil plano de reestruturação.
A Peugeot atribuiu os resultados a uma já anunciada baixa contábil de ativos de 4,7 bilhões de euros no ano passado e a uma crise no mercado automobilístico europeu. Philippe Varin, presidente da marca, explicou os valores apresentados em um comunicado à imprensa.
— Os resultados do grupo em 2012 refletem o ambiente deteriorado do setor automotivo na Europa, mas as bases para a nossa recuperação foram estabelecidas.
Os valores foram piores do que o previsto por analistas e cobriram a perda recorde anterior de 1,2 bilhão em 2009.
O péssimo estado das finanças do grupo suscitou a possibilidade de uma nacionalização, a fim de resgatar uma das empresas mais emblemáticas da França da catástrofe.
Mas o ministro francês das Finanças, Pierre Moscovici, firmemente descartou a possibilidade, dizendo que não era "absolutamente" relevante e que cabia à Peugeot implementar seu plano de recuperação.
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Publicado em 14/02/2013 às 11h30








