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Publicado em 23/06/2011 às 11h50

R7 testa o Kia Cerato, que
desbancou Honda Civic nas vendas

Sedã médio da montadora sul-coreana tem no custo-benefício seu ponto forte

Cerato FrenteDivulgação

Sedã médio da Kia pode ser encontrado com bons descontos nos concessionários


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Lucas Bessel, do R7

Primeiro, um dado mercadológico: 3.064 unidades do Kia Cerato foram vendidas em maio, contra 2.163 do Honda Civic. Isso quer dizer que o segmento de sedãs médios no Brasil tem no modelo sul-coreano seu novo segundo colocado, com 1.500 unidades a menos do que o líder absoluto Toyota Corolla.

Enquanto o Honda sofre com apenas uma versão disponível nas concessionárias (SE) e o adiamento do lançamento do novo Civic, o Cerato - mesmo sem ter a opção de motor flex - conquistou uma importante fatia em um mercado especialmente competitivo.

O novo câmbio de seis marchas do Kia Cerato, com opção manual e automática, e a política agressiva de preços dos sul-coreanos tornaram o sedã médio um carro cada vez mais comum nas ruas. Se antes o modelo era confundido com o próprio Civic, principalmente pelos faróis dianteiros, hoje a maioria das pessoas já sabe diferenciar um do outro.

Pela tabela da Kia, o Cerato custa a partir de R$ 53,4 mil (manual) e chega a R$ 64,9 mil (automático, com todos os equipamentos). O R7 apurou, no entanto, que alguns concessionários já comercializam o sedã com valores bem abaixo disso. Em ao menos um caso, foi possível encontrar o Cerato "básico" por R$ 49,8 mil.

No preço, portanto, o Cerato é muito atraente. Mas será que o benefício ao bolso se reflete nas ruas? O R7 avaliou durante uma semana o modelo de topo (E.283) e comprovou que, diante das atuais opções do mercado, o Cerato está entre os carros de melhor custo-benefício.

 

Cerato trás

Custo-benefício é a principal arma do Cerato em um segmento altamente competitivo (Divulgação)

Motor potente e econômico

O principal atrativo do Cerato certamente está no ótimo motor 1.6 a gasolina que gera 126 cv. Além de ser o mais potente do Brasil nessa faixa de cilindrada, o propulsor - aliado ao novo câmbio de seis velocidades - propicia economia invejável. Durante os testes realizados pelo R7, o carro fez 13,9 km/l na estrada e 9,5 km/l na cidade.

O fato de esse propulsor ainda não ser flex - o que está para mudar no segundo semestre deste ano - não deve assustar o consumidor. Com esses números de consumo, rodar na gasolina é tão ou mais vantajoso do que abastecer com etanol.

Os 15,9 kgfm de torque máximo entregues pelo motor de 16 válvulas são ideais para a cidade e razoáveis para as estradas. De acordo com a Kia, o Cerato - que pesa 1.223 kg - acelera de zero a 100 km/h em 12,4 s e atinge a velocidade máxima de 190 km/h.

Estável e confortável

Outro ponto forte do Kia Cerato está na dirigibilidade. A suspensão (McPherson na frente, eixo de torção na traseira) é firme sem ser desconfortável.

Na versão avaliada, o rodar na cidade foi prejudicado pelas rodas de 17 polegadas, que naturalmente transmitiam as muitas irregularidades do asfalto aos passageiros, gerando tanto ruído quanto pancadas. Esse problema, no entanto, vai mais para a conta da Prefeitura do que do carro.

No trecho sinuoso que geralmente utilizamos para avaliar os veículos de teste no R7, o Cerato mostrou pouca rolagem lateral e entrou na curva a 110 km/h sem dar sustos. Em carros de categoria interior, esse número geralmente fica em 90 km/h.

 

Cerato interior

Interior agrada, mas falta um marcador de temperatura no painel (Divulgação)

Visual e equipamentos

O Cerato vem de série com air bag duplo, ar-condicionado, trio elétrico, rodas de liga-leve aro 15, rádio/CD/mp3 com conexão auxiliar/USB/iPod, computador de bordo e ajuste de altura do volante. Conforme o preço sobe, o carro pode ganhar ainda freios ABS com controle de distribuição de força, rodas maiores, volante revestido em couro, borboletas para trocas de marcha no volante (automático) e detalhes cromados, além de uma longa lista de itens de conforto.

Todo esse pacote é acompanhado por um projeto de visual moderno - nem muito agressivo, nem muito conservador -, adequado ao segmento. Se o Cerato não desperta paixões, também não é odiado. Tudo bem que a frente "à la Civic" já está um pouco batida, mas a tendência dos faróis finos ainda tem fôlego para alguns anos.

No interior, o Kia Cerato apresenta excelente acabamento, com partes em plástico emborrachado que conferem classe ao carro. Os encaixes são precisos e a unidade avaliada tinha baixo nível de ruído. O ponto fraco fica para a falta de um mostrador de temperatura no painel, que conta com bonita iluminação branca e vermelha.

NOTAS (0 a 10)

Design (8) – Moderno, embora a frente já esteja um pouco cansada. Está dentro da média da categoria.
Conforto (8) – O bom acabamento, com partes de plástico emborrachado, é destaque. No banco de trás, leva dois passageiros com conforto, mas o terceiro sofre.
Comportamento (8) – O acerto firme da suspensão não chega a prejudicar o rodar na cidade, mas o motorista pode sentir a buraqueira se optar pelas rodas maiores. Em asfalto bom, tem ótima dirigibilidade.
Motor e câmbio (8,5) – Além de ser o mais potente do Brasil nessa faixa de cilindrada, o propulsor - aliado ao novo câmbio de seis velocidades - propicia economia invejável.
Segurança (7,5) – Tem air bag duplo, mas deveria trazer freios a disco nas quatro rodas e ABS de série, não apenas nas versões mais caras.
Preço (9) - Com os preços atuais, está entre as opções de melhor custo-benefício no mercado. E ainda dá para chorar um desconto pelo fato de a versão flex estar para chegar.

MÉDIA FINAL (8)

 

Cerato montagem

Espaço para até dois passageiros atrás é satisfatório; porta-malas tem 415 litros (Divulgação)

 

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