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Publicado em 23/08/2012 às 16h15

Test-drive: Chevrolet Cobalt 1.8
automático faz a alegria dos taxistas

Sedã compacto ganha motor ligeiramente mais potente e nova opção de transmissão

Cobalt GDivulgação

Cobalt LTZ 1.8 tem faróis escurecidos e detalhes cromados no exterior


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Lucas Bessel, do R7

O Chevrolet Cobalt com motor 1.8 passou por um processo de gestação. Nove meses após o lançamento do sedã compacto com motor 1.4, a versão mais potente e com opção de câmbio automático chega ao mercado com preços a partir de R$ 43.690.

O grande sucesso do modelo, que vendeu mais de 40 mil unidades desde o lançamento, deve-se principalmente à oferta de espaço interno e ao gigante porta-malas (563 litros), em detrimento do design infeliz e do motor 1.4, fraco para o porte do carro. 

Veja como anda o Cobalt 1.4

Se não dá para corrigir a cara feiosa do Cobalt, ao menos é possível, agora, escolher uma opção mais potente. Será? Infelizmente, o propulsor escolhido é o jurássico 1.8 Econoflex que gera parcos 106/108 cv com gasolina/etanol. Esse é o mesmo motor que sofre para empurrar a nova minivan Spin.

A transmissão automática de seis marchas também é compartilhada com Spin e Cruze. A caixa tem opção de trocas manuais por meio de um botão na alavanca. Ao mesmo tempo, a GM continua a oferecer o câmbio manual de cinco velocidades já existente no modelo 1.4.

Veja abaixo os preços de cada versão:

- 1.8 LT manual - R$ 43.690
- 1.8 LT automático - R$ 46.690
- 1.8 LTZ manual - R$ 46.990
- 1.8 LTZ automático - R$ 49.990

Segundo a Chevrolet, a potência baixa não importa, mas sim o torque, de 16,4/17 kgfm com gasolina/etanol. Pode até ser, mas também é fato que, em tempos de motores 1.6 que geram mais de 120 cv, é triste ver um bloco 1.8 que mal passa dos 100 cv. 

Cobalt 2 G

Nova versão 1.8 LTZ também ganhou lanternas escurecidas e com mais cromado (Divulgação)

De série, o Cobalt 1.8 vem com ar-condicionado, direção hidráulica, desembaçador traseiro, travas elétricas, air bag duplo, freios ABS, direção com regulagem de altura, vidros elétricos nas portas dianteiras, alarme anti-furto e computador de bordo. A versão LT 1.8 se diferencia do modelo 1.4 por calotas exclusivas, aerofólio traseiro e luz de leitura nos bancos de trás.

Já o Cobalt 1.8 LTZ traz mais mudanças estéticas na parte de fora, como faróis escurecidos, rodas de liga-leve aro 15, molduras e frisos cromados, sensor de estacionamento e lanternas e partes do painel cromadas. Tais mudanças deixam o design ligeiramente mais agradável, mas nada que salve o resultado geral.

Como ocorre nos modelos 1.4, a versão LTZ também traz rádio com Bluetooth com controles no volante, bem como controle de cruzeiro, tanto no modelo manual quanto no automático. 

Cobalt 3 G

Câmbio automático é emprestado de Spin e Cruze; volante da versão LTZ tem couro (Divulgação)

"Os taxista pira"

Em um rápido test-drive realizado no campo de provas da General Motors no interior de São Paulo, foi possível notar que o novo motor 1.8 acrescentou algum fôlego em arrancadas. Como 90% do torque está disponível a 2.500 rpm, o Cobalt fica mais esperto, o que agrada especialmente na cidade.

O mais interessante, no entanto, é perceber a atuação do câmbio automático. Não somos fãs ardorosos da caixa automática de seis marchas da GM, um tanto áspera e indecisa na hora das trocas, mas é praticamente certo que ela vai agradar aos principais clientes do Cobalt: os taxistas. Com a palavra, o diretor de marketing da Chevrolet, Gustavo Colossi. 

— O grupo de taxistas é extremamente importante para o Cobalt. Não temos tido capacidade de atender a toda a demanda deles.

Faz sentido, portanto, lançar um carro ligeiramente mais potente (o ganho é de míseros 3 cv) e oferecer, ao mesmo tempo, câmbios automático e manual. A primeira opção será a escolha daqueles que passam o dia no anda e para das cidades, enquanto a segunda está ali para conquistar os que adoram "cambiar".

Ao transportar quatro adultos, o carro manteve boa estabilidade em curvas, mas sua suspensão bateu algumas vezes nos trechos mais esburacados. Os bancos, apesar de confortáveis, oferecem pouco apoio lateral, e aquele acessório conhecido como PQP se torna essencial.

Com a transmissão automática — que é, de fato, a grande novidade — o motor trabalha em rotações mais baixas. Apesar disso, a indecisão do câmbio tende a tornar a condução menos agradável.

Nem todos os motoristas ligam para isso — talvez nem mesmo os taxistas. Só o fato de ter o pé esquerdo descansado já é suficiente para convencer muitas pessoas de que o Cobalt automático, por menos de R$ 50 mil, é uma opção interessante.

Bom espaço interno, porta-malas generoso e uma lista de itens de série interessante completam a receita de sucesso do carro. Segundo a GM, a expectativa é de que o novo mix de vendas fique em 50% para o 1.4 e 50% para o 1.8 (destes, metade seria de modelos com transmissão automática). Tal combinação deve elevar em 1.300 unidades as vendas do sedã, totalizando 6.300 carros emplacados por mês.

De tudo isso, a dica que fica é: se você não faz questão de câmbio automático, fique com o mais barato 1.4. Se faz, opte pelo 1.8 e seja feliz. Como diria o meme da internet, "os taxista pira".

 

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