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Ford EcoSport automático aposta na tecnologia para superar Renault Duster
Modelo é o primeiro nacional a receber um câmbio automatizado de dupla embreagem
DivulgaçãoMesma cara de mau, mas com mudanças mecânicas para desbancar o arquirrival Renault Duster
Veja mais fotosPopularizada pelo grupo Volkswagen, a transmissão automatizada de dupla embreagem ganhou o coração dos engenheiros (e a garagem dos mais abonados) por oferecer o desempenho de uma caixa manual com o conforto de uma automática. Não à toa, ela equipa modelos como Bugatti Veyron e Porsche 911. E esse será o principal argumento que a Ford usará para vender o novo EcoSport automático, pioneiro desta tecnologia fabricado no Brasil.
O modelo já chegou às lojas em duas versões: a SE, que parte de R$ 63.990, e a Titanium, por R$ 70.890. O único opcional do modelo são os bancos de couro associados a airbags laterais e de cortina, por R$ 3,7 mil a mais. Ambas são equipadas com o motor 2.0 flex de até 146 cavalos ligado à transmissão automatizada de dupla embreagem e seis marchas.
Piscada sonolenta
A vantagem da transmissão, chamada de PowerShift, é justamente a presença das duas embreagens, que permitem a possibilidade de duas marchas estarem engatadas ao mesmo tempo. Ou seja: quando você está usando a segunda marcha a terceira já está engatada, bastando apenas o sistema acoplar uma embreagem e desacoplar outra.
Por fora a única diferença do EcoSport PowerShift está no logotipo no porta-malas (Crédito: Divulgação)
De acordo com a Ford a tecnologia permite que as marchas do EcoSport sejam trocadas em 0,2 segundos, ou a metade do tempo necessário para piscar o olho. Isso é rápido, mas se comparada com as transmissões DSG da Volkswagen essa piscada está mais para uma “pescada”, quando alguém está prestes a cair no sono.
Explica-se: enquanto o PowerShift usado pela Ford e Volvo troca de marcha em 0,2 s, o DSG faz o mesmo em 0,008 s. A diferença se dá por algumas tecnologias diferentes, em especial na embreagem, que é mergulhada em óleo nos Volks e a seco na Ford. Claro que no dia a dia essa “lentidão” é imperceptível, mas outras coisas denunciam o projeto mais simples do EcoSport.
Indecisão
Durante o test-drive feito por R7 Carros em um trajeto urbano e rodoviário o EcoSport automático reforçou as virtudes da transmissão automática, com trocas rápidas e suaves. Porém basta ao motorista pisar um pouco mais no acelerador que o SUV demonstra parte de suas incertezas.
Ao iniciar uma retomada de 80 km/h a 120 km/h, por exemplo, a transmissão reduziu de sexta para quinta, e só então engatou a quarta marcha, provocando um leve tranco durante o processo. O problema se deve mais à programação da caixa do que sua estrutura em si, possibilitando uma eventual correção da Ford nos próximos meses. Contudo o comportamento afasta o PowerShift do panteão encabeçado pelo DSG e o aproxima dos automáticos convencionais.
Interior moderno peca no acabamento. Câmbio permite trocas sequenciais na alavanca (Crédito: Divulgação)
E é justamente esse câmbio que equipa o Duster automático, o único rival direto do EcoSport. Com preço sugerido de R$ 61.550, o jipinho paranaense se beneficia pelo preço inferior e conjunto mecânico já conhecido pelos concessionários da marca. Pesa contra a lista menor de itens de série: controle de estabilidade e tração, partida do carro sem chave e opção de seis airbags são exclusivos do EcoSport, ainda que só o Duster possa ter GPS embutido no painel.
Pré-série
O Duster, contudo, supera o EcoSport automático no acabamento interno. Ainda que o Ford ganhou um visual mais moderno e ousado em sua nova geração, ele segue com o uso de materiais abaixo da média para o segmento, com peças mal-encaixadas e com rebarbas. O forro do teto (que não tem alças de apoio nas versões de seis airbags) permite inclusive que o passageiro possa acessar facilmente a fiação interna e as bolsas infláveis.
Na primeira aparição da versão de produção do Ford a marca afirmou que as falhas se deviam ao fato das unidades serem pré-série — protótipos feitos para adequar a linha de montagem e que não são vendidos ao público. Contudo as escorregadas permanecem e podem pesar contra o EcoSport após sua aura de novidade acabar. Até lá a Ford pode precisar rever a versão PowerShift para não ser superada pelo tradicional câmbio automático do Duster.
*Viagem feita a convite da Ford do Brasil
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| Ford EcoSport 2.0 PowerShift |
Renault Duster 2.0 Automático |
Citroën AirCross 1.6 Automático |
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| Motor | 2.0 16V | 2.0 16V | 1.6 16V | |||
| Potência | 146 cv / 140 cv (E/G) a 6.250 rpm | 142 cv / 138 cv (E/G) a 5.500 rpm | 122 cv a 5.800 rpm / 115 cv (E/G) a 6.000 rpm | |||
| Torque | 19,7 kgfm / 18,9 kgfm (E/G) a 4.250 rpm | 20,9 kgfm / 19,7 kgfm (E/G) a 3.750 rpm | 16,4 kgfm / 15,5 kgfm (E/G) a 4.000 rpm | |||
| Câmbio | Automatizado de dupla embreagem, seis marchas | Automático, quatro marchas | Automático, quatro marchas | |||
| Dimensões | 4,24 m (comprimento) 1,70 m (altura) 1,76 m (largura) 2,52 m (entre-eixos) |
4,31 m (comprimento) 1,66 m (altura) 1,82 m (largura) 2,67 m (entre-eixos) |
4,28 (comprimento) 1,70 (altura) 1,72 (largura) 2,54 (entre-eixos) |
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| Passageiros | 5 | 5 | 5 | |||
| Porta-malas | 362 litros | 475 litros | 403 litros | |||
| Peso | 1.243 Kg | 1.276 Kg | 1.436 Kg a 1.446 kg | |||
| Preço | R$ 79.370 | R$ 61.550 (Dynamique) a R$ 62.150 (Tech Road) | R$ 57,6 mil (GLX) a R$ 64,2 mil (Exclusive) | |||
| Garantia | 3 anos | 3 anos | 3 anos | |||











