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Publicado em 25/08/2011 às 09h00

Test-drive: mais barato, novo Fiat 500
quer popularizar o carro da moda

Modelo, que agora é fabricado no México, custa a partir de R$ 39,9 mil no Brasil

Fiat 500 1 GDivulgação

Fabricado no México e isento de imposto de importação, Fiat 500 ficou cerca de R$ 20 mil mais barato


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Denis Freire de Almeida, do R7, em Miami (EUA)*

A Fiat quer popularizar o segmento dos compactos premium com a chegada do novo Fiat 500, que passa a ser fabricado no México (antes vinha da Polônia) e custa a partir de R$ 39,9 mil – cerca de R$ 20 mil mais em conta que o anterior. A versão topo de linha sai por R$ 54,8 mil, sem opcionais.

 

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A iniciativa é ousada, já que inverte os valores presentes nesse segmento de mercado. Afinal, quem busca um modelo compacto diferenciado (caso de Fiat 500, Mini Cooper, smart fortwo e VW Beetle, entre outros) é motivado, principalmente, pela exclusividade. Se o Fiat 500 vender muito, adeus exclusividade...

 

Recheado

A campanha de marketing aposta no grande conteúdo do novo modelo e reforça que um carro pequeno também pode ser um carrão. O compacto mexicano é repleto de equipamentos, principalmente de segurança: air bag duplo, freios com sistema ABS e EBD (distribuição de força), ASR (controle de tração), ESP (controle de estabilidade), ESS (sinalização de frenagem de emergência), Hill Holder e fixação Isofix no banco traseiro (para instalar cadeirinhas de crianças) são de série.

O acabamento interno é bom, mas não espere materiais emborrachados de carros de luxo. O plástico do painel e do revestimento das portas tem boa textura, mas é rígido. O design continua harmonioso e traduz com bom gosto a releitura do modelo clássico lançado em 1957, tanto interna quanto externamente.

 

Fiat 500 2 G

Desenho atual herda com competência as linhas do carro lançado em 1957 (Divulgação)

 

Dois motores

São dois motores disponíveis. O primeiro é o 1.4 EVO Flex (o mesmo do Uno), que equipa as versões de entrada, com 88 cv de potência máxima e 12,5 mkgf de torque. O outro é o novíssimo 1.4 16V MultiAir a gasolina, com 105 cv de potência máxima e 13,6 kgfm de torque.

Essa nova tecnologia MultiAir controla a entrada de ar e a combustão. Ela garante o controle dinâmico da entrada de ar cilindro por cilindro, por meio do acionamento eletro-hidráulico das válvulas. Traduzindo: mais desempenho e economia de combustível.

São três opções de câmbio: manual de cinco marchas (para os dois motores), automatizado Dualogic de cinco marchas (1.4 EVO Flex) e automático de seis marchas (1.4 16V MultiAir).

 

Fiat 500 3 G

Interior é simpático e bem-acabado, mas não espere plástico emborrachado (Divulgação)

 

Eclético na direção

Em ação, o Fiat 500 é gostoso de dirigir. A direção eletro-hidráulica é leve na medida, mas pode ficar mais firme para uma condição esportiva (basta apertar a tecla Sport no painel – as trocas das marchas também ocorrem em rotações mais altas).

A suspensão, que foi reforçada para o mercado latino-americano (ganhou novas molas, amortecedores e batentes), é firme e deixa o carrinho na mão do motorista, principalmente nas curvas.

A previsão de vendas é de 1.000 unidades por mês em 2011 e 1.500 no ano que vem. São números modestos frente à quantidade de equipamentos oferecidos a partir R$ 39,9 mil. Vale lembrar, no entanto, que a Mercedes-Benz tentou transformar um carrão em um carrinho e se deu mal, com o Classe A (que também era recheado de equipamentos). Provavelmente a Fiat terá melhor sorte nessa empreitada. Mas ela tem de tomar muito cuidado para não transformar o Fiat 500 em uma espécie de Uno de luxo.

 

Fiat 500 4 montagem

Beleza do Fiat 500 está no exterior e também nos detalhes; carro tem duas opções de motores (Divulgação)

NOTAS (0 a 10)

 

Design (9) – O maior diferencial do Fiat 500 está na feliz releitura do clássico dos anos 50, que consegue agradar tanto a homens quanto a mulheres de várias gerações. É um carro bonito e chama a atenção.
Conforto (6,5) – Por mais que a Fiat bata na tecla de o 500 ser um carrão (em alusão à extensa lista de equipamentos), ele é pequeno. É questão de física. O carro comporta duas pessoas com certo conforto, mas quatro é demais.
Comportamento (7,5) – A suspensão tem regulagem justa, tendendo para uma condução mais esportiva. Em ação, consegue agradar a motoristas de perfis diferentes. É bem eclético.
Motor e câmbio (8,5) – O motor 1.4 EVO é bom, mas um tanto barulhento. O MultiAir tem funcionamento mais ajustado. Os câmbios têm bons engates, com destaque para a sensível melhora do Dualogic.
Segurança (9,5) – Tem lista de equipamentos compatíveis com carros de luxo. A versão topo de linha pode ter até sete air bags. Isso em um carro compacto. Um show.
Preço (9,5) – A isenção de impostos de carros vindos do México contribuiu, mas a Fiat abriu mão de um lucro maior para “popularizar” o segmento dos compactos premium. E, de quebra, elevar o valor agregado da marca.

 

MÉDIA FINAL (8,5)

OPINIÃO -
 O Fiat 500 é o melhor carro da marca (o Freemont é Dodge). Consegue aliar o know-how em carros pequenos com tecnologia de ponta, boa parte dela vinda da Chrysler. É uma opção interessante para quem busca um bom produto a preço mais justo. O modelo não será mais tão exclusivo (a versão anterior vendeu 2.000 unidades em dois anos), mas a segurança embarcada compensa.

 

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*O jornalista viajou a convite da Fiat do Brasil