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Publicado em 07/10/2011 às 09h08

Test-drive: Renault Duster mostra
força para bater Ford EcoSport

Utilitário esportivo compacto da montadora francesa custa a partir de R$ 50,9 mil

Duster frente GDivulgação

Desenho do Renault Duster valoriza linhas agressivas; acessórios off-road dão mais personalidade


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Lucas Bessel, do R7, em Foz do Iguaçu (PR)*

Dá até para imaginar o diálogo nos centros de desenvolvimento de quase todas as montadoras nacionais.

- Poxa, a Ford pegou um Fiesta, aumentou um pouco, chamou de EcoSport e agora vende o carro pelo dobro do preço. Por que nós ainda não fizemos isso?

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Assista ao vídeo do test-drive do Renault Duster

Pois é, demorou oito anos até que o primeiro concorrente de verdade chegasse para atazanar a vida da Ford. Esse competidor é o Renault Duster, utilitário esportivo compacto derivado da plataforma de Sandero e Logan que custa a partir de R$ 50,9 mil. O projeto vem do Leste Europeu, onde a Dacia, uma das marcas do grupo francês, desenvolve seus carros.

O R7 testou o modelo no asfalto e na terra na região de Foz do Iguaçu (PR). A conclusão que pudemos tirar é que, com projeto mais moderno e suspensão bem acertada, o Duster tem as armas necessárias para bater o EcoSport e vender as 2.500 unidades por mês que os executivos da Renault esperam. É importante lembrar, no entanto, que a Ford já prepara a nova geração do seu SUV, que deve estrear no Brasil em 2012.

Duster trás G
Arcos sobre a linha das rodas valorizam aparência "musculosa" do Duster (Divulgação)

Para encarar o off-road. Ou não

O Renault Duster chega ao Brasil em seis versões e com duas opções de motores para satisfazer tanto aqueles que vão rodar apenas na cidade quanto os corajosos que prentendem encarar um off-road leve.

O modelo de entrada vem com propulsor 1.6 flex 16V de 115 cv de potência, tração 4x2 e câmbio manual de cinco velocidades. De série, o carro traz direção hidráulica, ar-condicionado e vidros e travas elétricas.

O modelo 1.6 Expression - que adiciona air bag duplo, banco do motorista com regulagem de altura, vidros elétricos traseiros, alarme, barras no teto e outros elementos de design externo - custa R$ 53,2 mil. Já o Duster Dynamique, que pode ser encontrado tanto com motor 1.6 (R$ 56,9 mil) quanto 2.0 (R$ 60,6 mil) ganha rodas de liga leve (aro 16) e faróis de neblina. No interior, o volante e a manopla de câmbio são revestidos em couro e o banco traseiro pode ser rebatido. Freios ABS, computador de bordo e acionamento elétrico dos retrovisores externos completam o pacote.

O motor 2.0 certamente é a melhor escolha para um carro desse porte. O bloco gera 142 cv de potência e pode vir acoplado a uma transmissão manual de seis velocidades ou automática de quatro marchas (R$ 64,6 mil). Se você prefere desempenho a conforto, opte pela caixa manual.

A versão de topo do Duster é a Dynamique 4x4 (R$ 64,6 mil), que também utiliza o motor 2.0 com transmissão manual. Além do sistema de tração integral, ela traz rodas de liga leve na cor preta, máscaras negras nos faróis de neblina e para-choques com duas tonalidades.

Duster interior G
Para um carro que pode custar mais de R$ 64 mil, Duster abusa do plástico duro no painel (Divulgação)

Bom de rodar, mas, oh, quanto plástico

O destaque positivo do Duster, em todas as versões avaliadas (só não andamos na automática), é o comportamento da suspensão. Fica evidente o bom trabalho dos engenheiros brasileiros na adaptação do modelo, que é confortável quando passa pela buraqueira e não balança tanto assim em curvas. Esse, aliás, sempre foi um dos pontos críticos do concorrente EcoSport: a falta de estabilidade.

O desempenho do motor 2.0 não chega a empolgar, mas o bloco mostra competência em baixas rotações e rende boas retomadas. O câmbio manual de seis marchas tem bons encaixes e relação bem acertada, crucial para arrancadas mais confortáveis. O motor 1.6, por sua vez, pena um tanto para mover o Duster, especialmente quando é necessário ir de 60 km/h a 100 km/h, por exemplo. Falta fôlego. O câmbio de cinco velocidades também é um pouco mais molenga do que o desejável.

O ponto mais baixo do novo Renault é o interior, que tem excesso de plástico duro, com aparência pobre, em todo o painel. Isso, em um carro que pode custar mais de R$ 64 mil, é preocupante. A montadora até tentou disfaçar a aparência de Sandero com apliques em "black piano" e peças brilhantes, mas o resultado geral ainda não convence. Ao menos o espaço interno é suficiente para quatro adultos - boa herança dessa plataforma - e a posição de dirigir agrada.

Embora seja difícil de acreditar que a maioria dos compradores do Duster vá levar o carro para a lama, ele até pode se sujar um pouco sem dar sustos. A boa altura em relação ao solo e os ângulos de entrada (30 graus) e saída (35 graus) ajudam na tarefa de não destruir o assoalho nem bater em morros (ou saídas de garagem). Nós testamos as versões 4x4 e 4x2 em condições de off-road. Assista ao vídeo e veja como foi.