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Publicado em 05/12/2011 às 08h15

Test-drive: veja as diferenças entre o
Hyundai Veloster europeu e o brasileiro

Modelo comercializado na América do Sul é menos potente e só tem câmbio automático

Hyundai Veloster 1 GDivulgação

Hyundai Veloster é descendente direto de um carro-conceito apresentado nos EUA em 2007


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Do R7, com Webmotors (Tulio Moreira/AutoPress)

A carroceria de três portas e o design futurista dão ao Hyundai Veloster a aura de um carro surpreendente. Mas o cupê compacto da marca coreana também ostenta outra fonte de controvérsia. No Brasil, alguns proprietários questionaram as informações técnicas divulgadas pelo Grupo Caoa – representante oficial da Hyundai no mercado nacional – em relação ao motor do Veloster.

 

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O carro foi apresentado publicamente no país como tendo motor 1.6 16V GDi com injeção direta de combustível, capaz de entregar 140 cv de potência. As unidades que desembarcaram por aqui, no entanto, possuem propulsão com injeção multiponto, que desenvolve menos potência, de 128 cv. O Grupo Caoa não se manifesta sobre o assunto, mas já tratou de excluir as informações sobre o motor da ficha técnica do Veloster disponível no site brasileiro da Hyundai.

O Veloster comercializado no Brasil tem a mesma configuração mecânica do modelo vendido em outros países da América do Sul, como Chile e Colômbia. No site da Hyundai chilena, a informação técnica referente ao motor credita corretamente os 128 cv de potência.

 

O motor com injeção multiponto que chegou ao Brasil é o mesmo presente no Kia Soul, que ganhou versão flex para o mercado nacional. Nos Estados Unidos, Europa e Ásia, o cupê compacto tem potência de 140 cv, ganho extra adquirido graças à injeção direta de gasolina. Nesses países, o consumidor também pode optar pelo câmbio manual de seis marchas ou pela transmissão automatizada de dupla embreagem de seis velocidades. A única opção disponível por aqui é o câmbio automático de seis velocidades.

 

Hyundai Veloster traseira G

Traseira ousada é um dos bons atributos de design do Hyundai Veloster (Divulgação)

Polêmica à parte, o Veloster já mostrou que tem fôlego, ao menos comercial. O cupê coreano emplacou 1.927 unidades em outubro – a 26ª posição no ranking geral e apenas 108 veículos a menos que o hatch médio i30, carro mais vendido da marca coreana. O principal argumento de vendas da Hyundai é o design, com a bossa da segunda porta do lado direito. As peças publicitárias do modelo exploram o fato de que esta entrada facilita o acesso à segunda fileira de bancos sem comprometer o visual esportivo do carro.

Apresentado no Salão de Detroit, em janeiro deste ano, o Veloster foi desenvolvido para substituir outro cupê compacto da marca coreana, o Tiburon – que tinha apenas duas portas, como os cupês tradicionais. A versão de produção do carro revelado nos Estados Unidos foi baseada em um conceito exibido em 2007 e projetado pelo centro de design da Hyundai em Seul. A função do protótipo era sugerir novos rumos para o estilo dos carros produzidos pela fabricante asiática, até então conhecidos por suas linhas sóbrias e conservadoras. O Veloster lançado globalmente manteve as principais características do conceito, como o teto solar panorâmico, a traseira alta e os faróis posicionados sob o para-lamas.

Para reforçar o visual esportivo, o Veloster exibe perfil de 1,39 m de altura. O cupê também assume dimensões compactas no comprimento, com 4,22 m. A distância entre-eixos alcança os 2,64 m e o peso final do veículo fica em 1.170 kg. O porta-malas chega aos 320 litros de capacidade, dentro da média para veículos desse porte. Atrás, o carro comporta apenas dois passageiros.

 

Hyundai Veloster portas G

Esqueça o discurso de segurança: configuração de três portas é item visual (Divulgação)

O Veloster é oferecido em três versões no mercado brasileiro. O cupê coreano parte de R$ 75,7 mil na versão com rodas aro 17 polegadas e sem teto solar, chega a R$ 80,9 mil com teto solar e atinge R$ 82,9 mil ao ganhar rodas aro 18. De série, o Veloster inclui itens como air bags frontais, laterais e do tipo cortina, freios ABS, câmera e sensor de ré, computador de bordo, piloto automático, volante com comandos e CD player com Bluetooth, entre outros.

O modelo está esgotado nas concessionárias da marca no Rio de Janeiro e tem fila de espera de 60 dias em São Paulo. Consumidores de outras capitais também precisam entrar na lista de interessados organizada pelos distribuidores paulistas para adquirir o modelo.

 

A grande procura é o principal responsável pelo aumento do preço, inicialmente previsto para começar na faixa dos R$ 60 mil. A atual tabela do Veloster ainda não reflete o aumento de 30 pontos percentuais no IPI para veículos importados. A partir do dia 15 de dezembro, quando a medida do governo federal passar a vigorar, é provável que o valor cobrado pelo cupê suba ainda mais. Já a sua potência deve mesmo ficar estacionada nos 128 cv.

 

Hyundai Veloster maçaneta

Maçaneta "escondida" é uma das soluções inteligentes do Veloster (Divulgação)

Primeiras Impressões (Luís Guilherme - Auto Motor/Portugal)

A característica inquestionável do Hyundai Veloster é a originalidade. Não só pelo design, mas sobretudo pela porta traseira “solteira” no lado direito, que confere versatilidade ao modelo médio, que assume o formato cupê. O aspecto é agressivo e esportivo, mesmo com alguns detalhes dispensáveis, como as aplicações em plástico no capô, que simulam saídas de ar. Já a maçaneta da porta traseira, escondida na extremidade do vidro triangular, é uma solução bem aplicada.

No habitáculo, o estilo futurista se mantém. O painel de instrumentos tem aspecto esportivo e o console central é moderno e proeminente. A montagem de todos os elementos demonstra solidez, ainda que os plásticos utilizados sejam mais próximos da economia que da qualidade. Em termos de espaço, o Veloster cumpre com as expectativas e até surpreende em relação à habitabilidade traseira. A maior limitação para os dois passageiros que viajam atrás é a altura. Quem tem mais de 1,75 m fica com a cabeça praticamente rente ao vidro traseiro.

O acesso à segunda fileira de bancos é bastante facilitado pela única porta traseira do lado direito. No lado esquerdo não acontece o mesmo. O banco do condutor rebate, mas não tem memória da posição original, que tem de ser reacertada. Os engenheiros da marca coreana parecem fazer questão de que os passageiros utilizem a já famosa terceira porta. O porta-malas tem capacidade satisfatória – 320 litros –, mas sua disposição elevada dificulta a colocação de objetos mais pesados.

Ao volante, o Veloster recebe o motorista com uma boa posição de condução e comandos dispostos de forma intuitiva. Quando se começa a conduzir o modelo, no entanto, o cupê coreano apresenta uma caixa de câmbio com escalonamento excessivamente longo para os 140 cv do motor 1.6 GDi. O comando da transmissão manual de seis velocidades também não prima pela precisão.

As relações longas contribuem para melhorar os índices de consumo de combustível do Veloster, mas certamente impedem qualquer possibilidade de emoção durante a condução do carro. Para explorar ao máximo o motor, é necessário ir até as rotações mais elevadas, o que aumenta o ruído – sem que o prazer de condução surja de fato. A suspensão tem uma afinação mais voltada para o conforto e também contribui para sacrificar qualquer possibilidade de direção mais empolgante. Em ritmo mais intenso, principalmente em curvas, os ocupantes sofrem com as oscilações da carroceria.

Quando se troca a estrada pela cidade, os atributos do Veloster são mais válidos, como a direção leve e a assistência precisa. No geral, contudo, o desempenho do Veloster é apenas saudável. Falta alma ao motor 1.6 com injeção direta de gasolina para que o entusiasmo do condutor que surge ao primeiro contato visual continue depois que o carro é acionado.

 

Hyundai Veloster interior G

Modelo tem boa posição de dirigir; câmbio manual não está disponível no Brasil (Divulgação)

Ficha Técnica

Motor: a gasolina, dianteiro, transversal, 1.591 cm³, com quatro cilindros em linha, quatro válvulas por cilindro e duplo comando de válvulas no cabeçote. Injeção direta de combustível.
Transmissão: câmbio manual com seis marchas à frente e uma a ré. Tração dianteira.
Potência máxima: 140 cv a 6.300 rpm.
Aceleração de 0 a 100 km/h: 9,5 segundos.
Velocidade máxima: 201 km/h.
Torque máximo: 17,02 kgfm a 4.850 rpm.
Diâmetro e curso: 77,0 mm X 85,4 mm. Taxa de compressão: 11:1.
Suspensão: dianteira independente do tipo McPherson, com molas helicoidais e amortecedores a gás de dupla ação. Traseira semi-independente, do tipo eixo de torção com molas helicoidais e amortecedores a gás de dupla ação.
Pneus: 215 / 45 R17.
Freios: dianteiros a disco ventilado e traseiros a disco maciço. Oferece ABS de série.
Carroceria: cupê em monobloco com três portas e quatro lugares. Tem 4,42 m de comprimento, 1,79 m de largura, 1,39 m de altura e 2,64 m de entre-eixos. Oferece air bags frontais, laterais e do tipo cortina.
Peso: 1.170 kg.
Capacidade do porta-malas: 320 litros.
Tanque de combustível: 50 litros.
Produção: Ulsan, Coreia do Sul.
Lançamento: 2011.
Itens de série: ar-condicionado digital, direção assistida e sistema de som integrado com CD player e MP3 e comandos no volante. Câmera e sensor de ré, computador de bordo e cruise control. Air bag de condutor, passageiro, laterais nos bancos dianteiros e de cortina. Freios com ABS e EBD, trio elétrico, sistema start/stop, bancos e volante com múltiplos ajustes e teto solar panorâmico total.
Preço na Europa: R$ 55 mil (22.880 euros).
Preço no Brasil: de R$ 75,7 mil a R$ 82,9 mil (com motor 1.6 litro 16V de 128 cv e transmissão automática de seis velocidades).

 

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