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Publicado em 28/02/2012 às 05h30 :: Atualizado em: 28/02/2012 às 07h10

Teste: rodamos mais de
1.000 km com o novo Honda Civic

Nona geração do sedã médio mostrou bons ganhos em consumo e espaço para malas

Honda Civic 1 GMario Villaescusa/Webmotors

Nona geração do sedã médio ficou mais conservadora, mas visual ainda é bem acertado


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Do R7, com Webmotors (Rodrigo Samy)

O Toyota Corolla pode estar com sua confortável posição ameaçada. Será? O ataque vem de vários lados. Volkswagen Jetta, Renault Fluence, Peugeot 408, Chevrolet Cruze e Hyundai Elantra estão aí para mostrar isso. Mas o potencial para o "grande golpe" vem mesmo é do conterrâneo Honda Civic.

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Cansada de ficar espiando o reinado da Toyota, a Honda resolveu se mexer e apostou todas as fichas na nova geração do Civic. O carro chega ao mercado nacional cheio de atributos: porta-malas maior, visual mais moderno, teto-solar, câmera de ré, botão de condução ecológica, entre outros. Para comprovar o peso dos chamarizes, ficamos por uma semana com o Honda Civic EXS, versão topo de linha. Com um valor sugerido de R$ 85,9 mil, o carro tem pulso para desbancar toda a concorrência, mas talvez tenha pouco fôlego para se segurar na dianteira.

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A primeira impressão dentro do novo Civic é a de se estar em um modelo com poucas mudanças. Aliás, o interior permaneceu quase igual. O que mudou bastante foi o acabamento imitando treliça de fibra de vidro e a alavanca do freio de serviço (abandonando o estilo manche de avião). A versão avaliada tinha de série uma tela de LCD de 6,5 polegadas touch screen com GPS integrado. As versões disponíveis no mercado são as mesmas das de 2006: LXS, LXL e EXS.

Modo econômico de condução

Uma novidade tecnológica da nova geração é a opção da condução econômica/ecológica, denominada de ECON. Para acioná-la, a Honda aplicou do lado esquerdo do motorista um botão, com uma arvorezinha verde igual à do CR-Z. Com o sistema ligado, o carro dosa o acelerador e controla diversos parâmetros para que o automóvel atenda à demanda de menor consumo de combustível. O ar-condicionado fica a maior parte do tempo no modo de recirculação, às vezes até se desligando, caso a temperatura da cabine atinja o parâmetro selecionado. Esse é um dos elementos utilizados para que o carro se comporte nos critérios sugeridos pelo motorista. Se o condutor quiser mais um elemento para gastar menos combustível, há uma espécie de econômetro que muda de cor conforme a utilização do acelerador.

Tela de LCD e a câmera de marcha a ré

Outra novidade do Civic é uma tela de LCD colorida com todas as informações necessárias sobre o veículo. Na versão de topo, o usuário ainda tem à disposição o sistema touch screen dentro de uma tela maior, de 6,5 polegadas. Todas as versões do sedã são equipadas com câmera de ré. Na versão avaliada, o condutor tinha a visão por meio da tela todas às vezes que a marcha à ré era engatada. Nas versões LXS e LXL, a visão transmitida é disponibilizada no painel, junto a outras informações. O lado bom do acessório é a possibilidade enxergar quase tudo que ocorre lá atrás. O lado ruim está no fato de você ter de usar o apetrecho como um auxílio, uma vez que precisa desviar o olhar da câmera para utilizar os espelhos retrovisores. Ou seja, na hora da manobra, a tecnologia não se completa. A situação fica mais incômoda pelo fato de o Honda não ter sensores sonoros de estacionamento. O item é vendido apenas como um acessório nas concessionárias.

Dirigibilidade avançada

O Honda Civic perdeu aquela impressão de apetite mais arisco, o que em parte é "culpa" dos sistemas de segurança. Na sua versão de topo, o carro traz controle de tração e de estabilidade, assim como sistemas de assistência à estabilidade da direção elétrica (Motion Assistent-Eletric Power Steering). Os dois últimos recursos tecnológicos só estão presentes na versão de topo. Com todos os recursos ligados, inclusive o modo ECON, o Civic é bem morno e seguro. Com o VSA desligado e utilizando uma tocada mais aguçada, o modelo fica mais emocionante, aproximando-se até mesmo do estilo da geração anterior.

Honda Civic 2 G

Interior se parece com o do Civic anterior, mas porta-malas cresceu bastante (Mario Villaescusa)

Tamanho é documento

Um dos pontos cruciais do modelo anterior era o pequeno volume do porta-malas, de 340 litros. Agora, o sedã japonês consegue levar até 449 litros de bagagem. O segredo para conquistar mais espaço veio com a adoção de um estepe de emergência, como os que são usados pelos carros europeus. A solução, além de oferecer maior espaço para as malas, deve diminuir a incidência dos furtos de pneus sobressalentes. Como é fácil de arrombar a tampa traseira do Civic da geração anterior, o roubo de pneus é uma das principais queixas dos proprietários do modelo antigo. Outro item que mudou para menos, por incrível que pareça, foi a distância de entre-eixos, de 2,70 m para 2,66 m. Segundo a Honda, mesmo com o tamanho menor, o espaço dos ocupantes aumentou. Como assim? Para a fabricant,e o ganho ficou por conta do menor cofre do motor. Apesar de ter os eixos mais próximos, o novo japonês está maior, 4,52 m contra 4,48 m da versão anterior. Altura e largura permaneceram idênticas, 1,45 m e 1,75 m respectivamente. Outro item que cresceu foi o da capacidade do tanque de combustível, de 50 para 57 litros.

Transmissão e motor

O propulsor continua igual. Trata-se do consagrado motor quatro cilindros de 1.8 com 140 cv de potência com etanol. Segundo a Honda, o conjunto reajustado consome cerca de 2% menos que a opção aplicada no modelo anterior. Outra sutil mudança pode ser encontrada nas opções com transmissão automática, em que as relações da primeira e da segunda marchas foram encurtadas. O fato de o Civic não ter câmbio de seis marchas - apenas de cinco - não interferiu no desempenho, uma vez que a caixa da Honda é bem esperta.

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O consumo do Honda foi o que mais favoreceu o carro se comparado a outros modelos. De acordo com as aferições de tanque a tanque feitas, o Civic fez 6,3 km/l de etanol no circuito urbano (mesmo valor indicador pelo computador de bordo). Com gasolina, o Civic fez 12,6 km/l, sendo o indicado pelo carro 10,3 km/l. Em todas as situações o ar-condicionado estava ligado.

Conclusão

Com um valor bem salgado (R$ 85,9 mil), o Civic EXS passou a ser o segundo veículo mais caro que a marca comercializa no Brasil. Os principais itens de série a versão avaliada são: teto-solar, air bags laterais, GPS integrado, direção e ar-condicionado. Agora, se você busca um sedã dentro da categoria que tenha o maior porta-malas, o Honda Civic ainda não é o melhor nesse quesito. Entre os concorrentes citados no início desta reportagem, ele só ganha do Hyundai Elantra, que oferece 420 litros. Será que o Honda Civic tem pulso e fôlego para retomar a liderança?

Sedãs médios mais vendidos de janeiro


Toyota Corolla - 3.626
Chevrolet Cruze - 2.662
Volkswagen Jetta - 2.094
Renault Fluence - 1.426
Honda Civic - 1.374

Preços sugeridos ao consumidor

Honda Civic LXS MT Flex: R$ 69,7 mil
Honda Civic LXS AT Flex: R$ 72,9 mil
Honda Civic LXL MT Flex: R$ 72,7 mil
Honda Civic LXL AT Flex: R$ 75,9 mil
Honda Civic EXS AT Flex: R$ 85,9 mil

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