Bruno Borges volta para casa após quase cinco meses desaparecido

Estudante chegou sozinho em casa, relatou família

Bruno Borges passou quase cinco meses desaparecido
Bruno Borges passou quase cinco meses desaparecido Reprodução Facebook

O estudante de psicologia Bruno Borges, que desapareceu no Acre em março de 2017, voltou para casa. A informação foi divulgada pela família do jovem de 25 anos.

A irmã de Bruno, Denise Borges, não deu detalhes sobre o caso e se limitou a dizer que ele voltou para casa sozinho, mas eles não vão se pronunciar por enquanto.

A família contou ainda que o jovem não vai ficar em casa pois o local tem atraído uma série de curiosos. Não se sabe ainda as condições de saúde do estudante.

A mãe de Bruno Borges, a empresária Denise Borges, viajou para o Santuário de Aparecida,no interior de São Paulo. "Ontem, eu fiquei o dia inteiro de joelho no chão pedindo pelo retorno dele e ele voltou", disse a mãe, visivelmente emocionada.

"Eu não tenho muitos detalhes só sei o que me disseram: que ele está muito magro e que estava em retiro", disse, tentando sufocar o choro. Denise disse que Bruno se nega a dizer onde estava localizado o "retiro". Denise tenta embarcar em um avião para retornar ao Acre, mas só deve conseguir isso no sábado (12).

Bruno Borges desapareceu em 27 de março. Ele morava com os pais e a irmã em Rio Branco. Após o sumiço, familiares do rapaz encontraram as paredes do quarto todas pintadas e com escrituras, além de 14 livros escritos à mão e criptografados e uma estátua em tamanho real do filósofo Giordano Bruno avaliada em R$ 7 mil.

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O fato despertou grande curiosidade no País, além de ter provocado uma série de teorias sobre o sumiço nas redes sociais.

No quarto de Bruno também havia pistas para decifrar os códigos dos livros. Uma das inspirações era o Manual do Escoteiro Mirim, da Disney. Um dos textos chamava Caminho Difícil.

Cerca de dois meses depois do desaparecimento, a Polícia Civil do Acre disse ter encontrado "fortes indícios" de que o episódio era, na verdade, uma forma de divulgar os livros escritos por ele. Na ocasião, o delegado Alcino Júnior, chefe do Departamento de Inteligência, disse que "havia uma combinação para a publicação das obras". O amigo do estudante chegou a ser detido por falso testemunho.