A enfermeira suspeita de envolvimento em procedimentos de eutanásia (antecipação da morte com o uso de procedimentos médicos) na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) do Hospital Evangélico, em Curitiba (PR), se apresentou ao Núcleo de Repressão aos Crimes Contra a Saúde, nesta segunda-feira (25).
A Polícia Civil informou que ela não quis prestar depoimento e disse que usará o direito de falar somente em juízo. A enfermeira ficou detida e ficará no Centro de Triagem 1, onde está a médica Virgínia Soares Souza, de 56 anos, chefe da UTI no período em que as mortes teriam ocorrido. O nome da enfermeira não foi divulgado.
Três médicos foram presos na manhã deste sábado (23) em Curitiba. Os anestesistas Edson Anselmo da Silva Júnior e Maria Israela Boccato foram detidos em casa. O médico Anderson de Freitas se apresentou espontaneamente.
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Também neste sábado, a defesa dos médicos conseguiu uma decisão da Justiça para acessar as gravações telefônicas que mostrariam a ex-chefe da UTI orientando funcionários a cometer práticas que levariam à morte de pacientes. A polícia não liberou a cópia dos áudios.
Virgínia foi presa na semana passada. As mortes teriam ocorrido desde 2006, mas somente há um ano ela passou a ser investigada. As denúncias foram feitas por funcionários e ex-pacientes.
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