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publicado em 05/10/2012 às 05h52:

"Achamos revoltante eles saírem da cadeia", diz irmã de vítima de pagodeiros

Os dez integrantes da banda New Hit ficaram 38 dias presos na Bahia

Sylvia Albuquerque, do R7

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A irmã de uma das adolescentes que acusam os integrantes da banda de pagode New Hit de estupro, disse que as famílias das duas menores ficaram revoltadas com a soltura dos rapazes. Ela não quis se identificar e afirma que continuam recebendo ameaças de morte.

Os integrantes deixaram o presídio de Feira de Santana, na Bahia, por volta das 16h40 desta quarta-feira (3). O soldado da Polícia Militar Carlos Frederico Santos de Aragão também foi liberado do Batalhão de Choque da PM, na mesma cidade onde os jovens estavam presos. Eles ficaram 38 dias detidos.

A irmã das vítimas afirmou que as meninas não moram mais na Bahia por conta das ameaças e continuam com proteção policial. Elas ainda não voltaram a frequentar a escola.

— Eles destruíram os sonhos dessas meninas, acabaram com a vida delas e ganham a liberdade tão facilmente. Que País é esse? Deve ser porque eles têm dinheiro. Mas, nem que seja daqui dez anos, queremos ver eles pagando pelo que fizeram. Não faltaram provas na investigação e mesmo assim estão livres, isso é revoltante.

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O Tribunal de Justiça da Bahia aceitou o pedido de habeas corpus na terça-feira (2). O TJ informou que nenhum deles possui antecedente criminal e todos têm residência fixa. O pedido foi julgado pelo desembargador Lourival Almeida Trindade. Os suspeitos moram em Salvador, para onde seguiram depois que deixaram o presídio. 

O Ministério Público denunciou à Justiça, também na terça-feira, os integrantes por formação de quadrilha, com características de crime hediondo.

Foram denunciados Alan Aragão Trigueiros, Carlos Frederico Santos de Aragão, Edson Bonfim Berhends Santos, Eduardo Martins Daltro de Castro Sobrinho, Guilherme Augusto Campos Silva, Jefferson Pinto dos Santos, Jhon Ghendow de Souza Silva, Michel Melo de Almeida, Weslen Danilo Borges Lopes e William Ricardo de Farias.

A decisão foi da promotora da cidade de Ruy Barbosa, Marisa Marinho Jansen Melo de Oliveira. No texto, ela destacou que “as adolescentes [vítimas do grupo] foram abusadas mediante extrema violência, por repetidas vezes e em alternância, conjunção carnal e atos libidinosos diversos em razão do que foram presos em flagrante”. Todos os atos descritos na denúncia foram comprovados por testemunhos e laudos periciais.

Crime

O caso ocorreu no dia 26 de agosto após uma apresentação do grupo em um Carnaval fora de época na cidade de Ruy Barbosa (BA). As supostas vítimas contaram à polícia que foram estupradas dentro do ônibus da banda, onde entraram para tirar fotos com os integrantes. A dupla afirmou que foi levada ao banheiro do veículo e as duas foram violentadas pelos rapazes, que agiram em duplas.

A denúncia do MP conta que, ao entrar no ônibus, as garotas passaram a ser “vítimas de atitudes libidinosas" por parte dos dançarinos Alan, Wesley e Guilherme, e também do vocalista de vulgo Dudu. Uma delas foi “puxada pelos cabelos” por William, vulgo Brayan, que “desferiu-lhe tapas no rosto e, brutalmente, arrastou-a para dentro do banheiro”.

Lá, juntamente com Weslen, conhecido como Gagau, iniciaram a primeira sessão de estupro, estando a vítima “totalmente acuada e impossibilitada de oferecer resistência”.

Embora tenha tentado se desvencilhar dos agressores e escapar, a vítima foi mantida no banheiro para que outros dois membros, desta vez Michel e Guilherme, a estuprassem na sequência. Durante todo o tempo, a adolescente era xingada e agredida fisicamente. Esta mesma vítima ainda foi estuprada, por Alan e Edson dos Santos.

Relembre o caso:

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