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publicado em 18/09/2010 às 12h03:

"Traficantes virtuais" vendem LSD,
ecstasy e lança-perfume no Orkut

R7 conversou com autores de anúncios; PF diz que analisará denúncias

Mario Hugo Monken, do R7, no Rio

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As prisões de "traficantes virtuais" nos últimos anos não foram suficientes para coibir a venda de drogas por meio da internet. A reportagem do R7 constatou que, em várias comunidades do site de relacionamentos Orkut, sobretudo nos fóruns relativos a festas raves, internautas oferecem, a qualquer interessado, drogas como LSD, lança-perfume ou ecstasy.

Nas mensagens, os autores publicam tabelas de preços e informam e-mails (normalmente um MSN) para contatos de possíveis clientes. Alguns, por exemplo, prometem mostrar as drogas que vendem por meio de webcam. Na condição de anonimato, o R7 entrou em contato com alguns deles, que confirmaram que vendem mesmo os entorpecentes. Na internet, LSD é chamado de "doce", ecstasy, de "bala" e lança-perfume, de "aerosol".

Em uma das páginas localizadas pela reportagem, com o título de "Rave, lugar de gente feliz", um internauta postou um tópico oferecendo as drogas.

- Venho aqui através deste e-mail oferecer meus produtos. Trabalho com venda de aerosol mais conhecido como lança-perfume. Agora também estou no ramo do LSD e do ecstasy (doces e balas). Trabalho com aerosol universitário.

O R7 conversou com o suspeito que confirmou ser mesmo vendedor das drogas. Ele disse que entrega por meio de sedex e que o pagamento é feito por meio de depósito bancário. Dez unidades de ecstasy custam R$ 130. Já uma cartela com 25 unidades de LSD sai por R$ 350 e, com dez, por R$ 160.

Em outra comunidade, chamada "Eletronic music", o internauta anuncia a venda de lança-perfume, ecstasy e LSD e até sugere que a pessoa que comprar torne-se um revendedor. Ele oferece LSDs do tipo "Olho de Shiva", "Bike", "Alex Gray", "Ursinho" e balas "Orbital Roxa", "Sharada Verde", "Alien Verde", "Love Rosa" e "Cupido Azul". O suspeito disse ao R7 que trabalha há dois anos no negócio e que nunca teve problemas. O "traficante virtual" afirmou que também fornece drogas para revenda a um "preço bacana".

- Doce papel [LSD] vai de boa, se fizer o esquema direito, bem discreto. Nunca deu erro.

O pagamento, segundo ele, é por boleto bancário. Ele cobra de R$ 350 a R$ 400 por cada 25 unidades de ecstasy.

Na página do Orkut, intitulada de "Raves de Curitiba", outro internauta diz que a entrega de lança-perfume, balas e LSDs é "garantida". Ao R7, ele afirmou que vende dez unidades de ecstasy a R$ 160. Já o LSD, ele cobra R$ 350 por cartela com 25 unidades. Ele disse aceitar pagamento por transferência online ou depósito bancário. 

- Até hoje não deu erro. Trabalho com isso há três anos. Eu já tenho a minha caminhada.

O R7 localizou também outro tópico no Orkut onde há o anúncio de drogas. Na comunidade "Raves Rio", um internauta diz que vende produtos sintéticos há cinco anos e que as mercadorias vêm diretamente do país produtor. O autor do anúncio também oferece uma lista com tipos de ecstasy, LSD e lança-perfumes.

Google diz que mensagens são removidas

Muitos anúncios sobre vendas de drogas foram retirados do Orkut. Algumas chamadas para tópicos deste tipo ainda estão no site, mas quando se clica no link aparece a mensagem: "Todas as respostas nestas páginas foram excluídas ou estão sob revisão".

Ofertas de drogas pelo Orkut já terminaram em prisão no Brasil. Em 2005, dez pessoas foram detidas suspeitas de vender ecstasy por meio do site de relacionamentos no Rio de Janeiro, a maioria na cidade de Niterói. Quatro delas acabaram condenadas a um período entre dois e sete anos de prisão. Em julho de 2008, 21 suspeitos de anunciar drogas no Orkut também foram presos em Sabará, na região metropolitana de Belo Horizonte.
 
Procurado pelo R7, o Google, que é responsável pelo Orkut, informou que os termos do site estão expressos claramente na página de cada serviço e que o usuário precisa aceitá-los para se registrar.
 
De acordo com o Google, quando há irregularidades, os próprios internautas costumam denunciar por meio de um botão disponível no menu do perfil. O Google então analisa os casos e, quando as mensagens ferem claramente esses termos de uso ou de legislação, como parece ser o caso dessas denúncias feitas pelo R7, os links são removidos.
 
A Polícia Federal informou que investiga a prática de tráfico de drogas pela internet e que as denúncias feitas pelo R7 foram processadas e estão sendo analisadas.

 
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