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publicado em 10/05/2010 às 10h56:

Acusada de tortura no Rio deve
ter habeas julgado nesta segunda

Vera Lúcia teve a prisão preventiva decretada na quarta-feira e está foragida

Agência Estado

Deve ser avaliado nesta segunda-feira (10), pela desembargadora da 4ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, Gizelda Leitão Teixeira, o habeas corpus impetrado na sexta-feira (7) pela defesa da procuradora de Justiça Vera Lúcia de SantAnna Gomes. A procuradora aposentada é acusada de torturar uma menina de dois anos de idade que estava sob sua guarda provisória durante processo de adoção. 

Segundo o TJ, os autos chegaram ao gabinete da desembargadora no final do expediente de sexta-feira. Ela disse considerar o assunto muito delicado, merecendo um estudo apurado e criterioso. 

Vera Lúcia teve a prisão preventiva decretada na quarta-feira pelo juiz Guilherme Schilling Pollo Duarte, em exercício na 32ª Vara Criminal da capital. Na ocasião, o magistrado reconsiderou decisão anterior que previa a ida dos autos para o 1º Juizado de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher e recebeu a denúncia do Ministério Público Estadual.

Tortura

Vera Lúcia foi denunciada na última terça-feira (4) por tortura. O relatório do Ministério Público menciona, com base em depoimento de uma integrante do Conselho Tutelar, que a procuradora pode fazer parte de uma seita satânica que teria por objetivo sacrificar a menina.

A denúncia citou também que Vera mantinha a criança trancada em um quarto durante todo o dia, proibindo qualquer pessoa de manter contato físico ou verbal com a menina.

Fotos obtidas pela Polícia Civil do exame feito na criança mostraram que ela possui diversos hematomas no rosto. Na semana passada, em depoimento, a procuradora aposentada negou as acusações, disse que amava a menina e que só a chamou de "cachorrinha", porque gostava desses animais.

No inquérito da Polícia Civil, a procuradora também foi indiciada por racismo por supostamente insultar empregadas ao dizer que elas faziam "serviços de preto".


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