R7 - Notícias

Buscar no site
Eu quero um e-mail @R7
Esqueci minha senha
Você está aqui: Página Inicial/Notícias/Rio e cidades/Notícias

Icone de Rio e cidades Rio e cidades

publicado em 29/07/2010 às 17h17:

Adolescente confessa que estava drogado
quando contou que cães devoraram Eliza

Jovem ainda disse ter sido agredido por policiais do Rio

João Varella, do R7

Publicidade

O adolescente envolvido no desaparecimento de Eliza Samudio, ex-amante do goleiro Bruno Fernandes, disse durante acareação nesta semana que mentiu em seu primeiro depoimento porque estava sob efeito de drogas e foi ameaçado pela polícia. Segundo o advogado que representa o menor de idade, Eliézer Jônatas de Almeida Lima, seu cliente era usuário e estava sob efeito de crack quando foi preso. Ele também já usou cocaína, de acordo com o defensor.

Sobre o porquê de ter mantido as supostas mentiras mesmo depois de estar sem efeito de drogas, o adolescente, que é primo de Bruno, conta ter sido ameaçado por policiais. “No dia em que eu levei os policiais do Rio de Janeiro até a casa, eu fui ameaçado”, registra o documento ao qual o R7 teve acesso escrito pela Polícia Civil com a descrição do que foi dito no encontro. “A Delegada me pressionou pra eu poder falar, para eu poder inventar qualquer coisa senão eu ia pegar internação de seis anos ou mais. Ela falou que eu tinha que inventar qualquer coisa pra eu poder falar” (sic).

Em depoimento prestado no dia 6 deste mês, o jovem afirmou que Eliza foi esquartejada e teve partes de seu corpo jogadas para cães. Ele também havia confessado que deu uma coronhada na vítima.

Depois desse depoimento, o rapaz conduziu a Polícia Civil até a casa do ex-policial civil Marcos Aparecido dos Santos, o Bola. Questionado sobre como conheceu o homem, o menor respondeu o seguinte, segundo o registro por escrito de seu depoimento: “Olha, era tudo mentira, porque eu já tinha ido na casa do Bola já, já tinha ido lá. Só, era mentira (...)”.

As declarações foram dadas na terça-feira (27) durante a acareação de que o menor participou com seu primo Sérgio Rosa Sales Oliveira. Diante de Sérgio, o jovem disse que só o acusou de ter participado porque foi o primeiro nome que veio a sua cabeça. Para Lima, o menor de idade mentiu por pressão da polícia.

– Ele foi pressionado pelas autoridades de forma irregular e ilegal. Ele sendo menor, não podia dar depoimento sem defensor ou sem os pais. As perguntas foram sendo colocadas e sendo induzidas.

Lima afirma que o menor foi agredido com tapas no rosto. Sobre a possibilidade de abrir um processo contra a polícia, o advogado diz que não teria como provar isso, já que assumiu a defesa dele semanas depois das supostas agressões, que não deixaram marcas nos dias seguintes.

A Polícia Civil do Rio de Janeiro disse que não vai se manifestar sobre o caso.

O defensor ainda conta que viu abuso na tomada de depoimento do menor de idade por parte da Polícia Civil de Minas Gerais no dia 14 deste mês. Lima relata que o depoimento durou oito horas e as perguntas eram indutivas. Foram geradas 21 páginas de depoimento nesse dia. 

A delegada retomou o depoimento no dia seguinte, data em que Lima passou a representar o menor. No dia 15, o depoimento durou apenas duas horas e quinze minutos.

A Polícia Civil de Minas Gerais disse que esse procedimento é normal e que é prerrogativa do delegado fazer as perguntas que quiser a fim de obter novas informações sobre o caso.

Sérgio

Durante a acareação, Sérgio manteve a versão dada em seu último depoimento. Ele diz ter visto os suspeitos do caso – exceto Bruno – levarem Eliza em uma caminhonete. Sérgio alega ser inocente.

O advogado que representa Sérgio, Marco Antônio Siqueira, diz que vai aguardar a conclusão do inquérito antes de fazer uma nova requisição de liberdade à Justiça. O defensor diz que seu cliente foi o único entre os suspeitos a não se negar a dar amostras de DNA e a dar sua versão à polícia.

– Pode ser que a polícia mude sua condição de indiciado para testemunha. 

Bola

Marcos Aparecido dos Santos foi levado até a delegacia, mas ficou em outra sala durante a acareação. A assessoria de imprensa da Polícia Civil de Minas Gerais disse que não será divulgada, por enquanto, qual foi a participação de Bola naquele dia.

 

 

[

 


Veja Relacionados:  Eliza SAmudio, Bruno Fernandes, adolescente, polícia Civil
Eliza SAmudio  Bruno Fernandes  adolescente  polícia Civil 
 
Espalhe por aí:
  • RSS
  • Flickr
  • Delicious
  • Twitter
  • Digg
  • Netvibes
  • Facebook
  • Google
 
 
 
 


 

 


Shopping
Monitor Monitor Balão da R$ 337,56
Outros Esporte e Lazer Outros ProSpin R$ 14,00
Impressora e Multifuncional Impress Balão da R$ 216,45
TV TV Fnac R$ 1.999,00
Roteador Roteado Kalunga R$ 129,00
Tablet Tablet Wal-Mart R$ 1.949,00
Ir para a home do site