Investigações sobre desaparecimento de ex-amante de goleiro ocorrem em sigilo
O advogado da família de Eliza Samudio - ex-amante do goleiro do Flamengo, Bruno Fernandes, que está desaparecida há um mês - Jader Marques, chegou à Delegacia de Homicídios de Belo Horizonte (MG) na manhã desta segunda-feira (5) para conversar com delegados responsáveis pelas investigações sobre o caso. Ele não falou com a imprensa.
Também nesta manhã, a Polícia Civil de Minas Gerais informou que o amigo do atleta, conhecido como Macarrão, ainda não prestou depoimento, como havia sido cogitado durante o fim de semana.Eliza Samudio sumiu há um mês e foi vista pela última vez no sítio de Bruno, em Esmeraldas (MG). Ela estava com o filho de quatro meses, que também seria filho do goleiro.
Em entrevista à imprensa na semana passada, Bruno disse que Eliza foi ao sítio no inícoo de junho e deixou a criança com Macarrão dizendo que precisava resolver problemas pessoais. O bebê então foi entregue à ex-mulher de Bruno, Dayane - que chegou a ser presa por esconder a criança - e depois ficou sob os cuidados de uma família conhecida de Dayane.
O pai da jovem desaparecida, José Carlos Samudio, não acredita que a filha tenha deixado o bebê com Macarrão. Ele acha que a filha foi agredida e morta quando estava no sítio. A polícia faz buscas pelo possível corpo nas imediações.
Eliza iniciou batalha na Justiça para que Bruno reconhecesse a paternidade do filho. Ele é o principal suspeito de envolvimento no sumiço da ex-amante, mas ainda não foi chamado para depor e nega todas as acusações. Ao menos 25 pessoas já prestaram esclarecimentos à polícia de Minas Gerais. Os investigadores esperam reunir mais dados para então convocar o goleiro.
A polícia encontrou marcas de sangue e fios de cabelo no carro de Bruno e aguarda resultado de exames para saber se são de Eliza. Esta semana deve sair também o resultado de um exame toxicológico que ela fez em outubro de 2009, quando estava grávida de cinco meses e disse ter sido obrigada por Bruno e dois amigos a ingerir remédios abortivos.