Zanone Júnior afirmou que Bola se afastou da polícia por causa de traumatismo craniano
Zanone Oliveira Júnior, advogado do ex-policial civil Marcos Aparecido do Santos, conhecido como Bola, disse que seu cliente usa medicamento controlado desde que sofreu um traumatismo craniano, quando ainda trabalhava na Polícia Civil de Minas Gerais. Segundo Oliveira Júnior foi esse, aliás, o motivo de Bola ter deixado a corporação, e não o que a imprensa “vem divulgando”. O ex-policial é investigado por participação em grupo de extermínio e manutenção de uma empresa de segurança irregular, o que, segundo a assessoria da polícia, foram os motivos de seu afastamento.
A afirmação foi feita pelo advogado no final da manhã desta quarta-feira, ao chegar à sede da Divisão de Homicídios de Belo Horizonte. Ainda de acordo com ele, a família de Bola foi visitá-lo para entregar os remédios, na terça-feira, na penitenciária Nelson Hungria, em Contagem (MG), onde o suspeito está preso.
Oliveira Júnior afirmou que a família de seu cliente é “paupérrima” e que está sofrendo muito com a prisão de Bola. O advogado disse também que deve acordar com o advogado do goleiro suspenso do Flamengo Bruno Fernandes o pedido de habeas corpus para os suspeitos do caso, embora ainda não tenha lido o inquérito policial.
Casa de Bola
No final da manhã desta quarta, o delegado Edson Moreira, responsável pelo caso Eliza Samudio, estava com uma equipe de agentes na casa de Santos em Vespasiano, na região metropolitana. Eles derrubavam muros e faziam uma análise do solo em busca de supostos vestígios do corpo da ex-amante do goleiro suspenso do Flamengo Bruno Fernandes. Também ocorrem buscas nesta quarta nos sítios de do goleiro e de Bola em Esmeraldas (MG).