Documento é a análise que os advogados fazem da denúncia
A defesa do goleiro Bruno Fernandes entregou nesta quinta-feira (19) ao Tribunal de Justiça de Minas Gerais a defesa prévia nas acusações do desaparecimento de Eliza Samudio. O advogado que defende Bruno, Ércio Quaresma, também representa outros seis suspeitos de ter participação no caso (veja infográfico abaixo).
A reportagem do R7 não conseguiu contato com Quaresma. Em seu Twitter, o advogado volta a denunciar supostas agressões e maus-tratos aos seus clientes durante a fase de inquérito policial. "Ocorrrem (sic) audições durante mais de quinze horas. Dayane [Souza, ex-mulher de Bruno], por exemplo, permaneceu no DI [Departamento de Investigações] de oito horas até cinco horas. Lastimável", escreveu Quaresma.
Segundo a assessoria de imprensa de Quaresma, o conteúdo postado no Twitter está também na defesa prévia protocolada. Quaresma fez uma série de petições a diversos órgãos sobre os supostos abusos da polícia.
Uma representante da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) que acompanhou o caso disse ter visto marcas de tintas nos dedos de Bruno, o que reforça a suspeita de que a polícia teria forçado os suspeitos a fazerem provas contra si, o que é ilegal. A Polícia Civil de Minas Gerais nega.
A defesa prévia é a análise que os advogados fazem da denúncia. Nela, eles poderão apresentar argumentações que poderão ou não serem levadas em conta pelos juízes.
O advogado que representa o Marcos Aparecido dos Santos, mais conhecido como Bola, outro suspeito de participar do crime também fez a entrada da defesa prévia nesta quinta-feira.