Chefe da investigação em Minas pediu que defensor se retirasse e o chamou de antiético
O defensor começou a falar junto com os jornalistas que estavam no local e foi retirado da sala a pedido de delegado Moreira, que chamou de antiética a atitude de Quaresma.
O advogado assumiu a defesa de Bruno na manhã desta quinta-feira (8). Quaresma já era o representante legal de Luiz Henrique Ferreira Romão (o Macarrão) e da ex-mulher do goleiro, Dayanne Rodrigues do Carmo Souza.
O antigo defensor do atleta, Michel Asseff Filho, contou que deixou o caso porque ele cuidava do processo de Bruno porque ele era um patrimônio, um dos jogadores mais caros (recebia cerca de R$ 200 mil por mês e teve contrato suspenso) do Flamengo, que também é seu cliente. Segundo ele, houve conflito de interesses e o mais prudente foi encaminhar o caso específico para outro profissional.
- Deixo o caso por um conflito de interesses com o Flamengo. Eu o estava defendendo porque ele era jogador do Flamengo e um dos atletas mais caros do clube. A partir do momento que o clube suspendeu o seu contrato, eu deixo o caso.
O advogado também disse o atleta entendeu o motivo da sua saída e que ele estava sendo bem tratado. Asseff voltou a dizer que Bruno respondeu todas as perguntas durante interrogatório nessa quarta-feira (7) e que ficou "surpreso e estarrecido" com as declarações do primo de 17 anos.
Bruno, Macarrão e mais cinco pessoas são suspeitas de envolvimento no desaparecimento da jovem Eliza, que é ex-amante do atleta. Ela teria sido sequestrada e morta no início de junho na região metropolitana de Belo Horizonte, segundo depoimento de um primo de Bruno que disse ter presenciado o crime.