Para Ércio Quaresma, o inquérito é igual a uma peneira, com muitas falhas
O advogado do goleiro Bruno Fernandes, Ércio Quaresma, afirmou na manhã desta sexta-feira (6) que o chefe da investigação do caso, delegado Edson Moreira, não considerou o depoimento do adolescente primo do jogador em que ele desmente a história de que Eliza Samudio foi morta e jogada aos cachorros.
- O inquérito está formado igual a uma peneira, cheio de furos.
Em entrevista ao programa Hoje em Dia, da Rede Record, Quaresma releu parte do segundo depoimento do menor de idade, em que o garoto disse que estava sob o efeito de drogas quando contou à polícia como foi todo o sequestro e morte da Eliza, ex-amante de Bruno.
O advogado também questionou a postura da polícia durante os interrogatórios, que ele comparou com o tempo da "inquisição". Quaresma afirmou que Dayanne Rodrigues do Carmo Souza, a ex-mulher do goleiro, foi agredida e ameaçada verbalmente.
- Se isso não é tortura, o que é?
Quaresma representa sete dos nove acusados pelo sequestro e morte de Eliza Samudio. Na quinta-feira (5), a Justiça de Minas Gerais aceitou a denúncia do Ministério Público contra nove pessoas e decretou a prisão preventiva de todos os envolvidos no caso.
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