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publicado em 26/08/2010 às 19h14:

Advogado diz que depoimentos não "provaram nada"

Segundo Ércio Quaresma, Eliza Samudio não tem nenhuma credibilidade

Do R7, no Rio


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O advogado do goleiro Bruno Fernandes, Ércio Quaresma, afirmou na noite desta quinta-feira (26) que os depoimentos das testemunhas de acusação do processo sobre sequestro e lesão corporal contra Eliza Samudio "não provaram nada" .

- Não há nenhum elemento que sustente um pedido de prisão preventiva.

Ércio afirmou não ter cabimento a história de que Eliza, ao ser sequestrada e agredida, não ter chamado a polícia imediatamente para comunicar o fato. E também de ter pego um táxi e ir a a delegacia, sem anotar o nome do motorista, nem a placa.

- Essa senhora (a Eliza) não tem credibilidade nenhuma. Até um camelô sabe que ela fazia programas e filmes pornográficos. Se ela foi sequestrada e agredida, tinha que procurar a polícia mas procurou a imprensa primeiro. Além disso, tratou o filho como objeto, como vil metal. Há conversas dela com amigas pelo MSN em que ela discutia pensão e dizia que se o filho não fosse do Bruno, teria que devolver o dinheiro.

Questionado sobre o depoimento de um dos funcionários do condomínio onde morava Bruno, que disse ter visto Bruno e Macarrão chegarem ao local na madrugada em que ocorreu o sequestro, Quaresma ironizou:

- Quer dizer se eu estiver na porta de um hotel em São Conrado e de repente surgir um grupo dando vários tiros, eu estarei participando do fato? Se a casa é minha, eu posso entrar na hora que eu quiser.

O advogado afirmou que vai entrar com um recurso no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro para que Eliza Samudio volte a configurar como testemunha neste processo. Para ele, a jovem não está morta.

Quaresma insiste na tese ainda de que não há necessidade de Bruno permanecer no Rio durante 30 dias para assistir os depoimentos das testemunhas de defesa. Ele estuda a possibilidade de entrar com um recurso para anular a medida. Segundo ele, advogados do jogador deverão ir ao complexo prisional de Bangu nesta sexta-feira (27) para conversar com o goleiro.

Bruno e Macarrão chegaram ao fórum às 11h58. Eles participarão de oito audiências na capital fluminense nos próximos 30 dias. Os amigos, que estão presos desde o início de julho em Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte (MG), saíram de uniforme vermelho, sem algemas e em viaturas separadas às 8h50 do presídio de segurança máxima Nelson Hungria e chegaram ao aeroporto da Pampulha, em BH, às 9h25. Decolaram em um avião da Polícia Civil mineira para o Rio às 9h48.

A viagem durou aproximadamente uma hora até o aeroporto Santos Dumont, no Centro. Bruno e Macarrão saíram da aeronave às 10h55, mas retornaram às 10h57 para trocar de roupa. Às 11h01 já estavam caminhando pela pista do aeroporto Santos Dumont em direção a viaturas da Polícia Civil.

De lá, seguiram para o Instituto Médico Legal do Centro do Rio, onde chegaram às 11h19 para a realização de exames de corpo de delito. Os procedimentos duraram menos de 15 minutos e os suspeitos então puderam ser levados para o fórum de Jacarepaguá.

Isolados por 30 dias em Bangu

Bruno e Macarrão ficarão presos no complexo penitenciário de Bangu (presídio Bangu 2), na zona oeste, em celas separadas, isolados dos outros detentos e sem poder receber visitas.

A defesa de Bruno indicou oito testemunhas, entre as quais três foram afastadas pelo magistrado. A presidente do Flamengo, Patricia Amorim, o diretor-executivo de futebol do clube Zico, o técnico campeão brasileiro pelo time Jorge Luis Andrade da Silva, o Andrade, o goleiro Paulo Victor Mileo Vidotti e Christian Chagas Tarouco serão ouvidos.

O juiz recusou o pedido de convocação de Quaresma a Eliza Samudio, o jogador Adriano e a Vagner Love. O magistrado entendeu que "provas irrelevantes, impertinentes ou protelatórias podem ser indeferidas".

As testemunhas indicadas pela defesa de Macarrão são: Luiz Carlos Samudio, pai de Eliza, Milena Baroni Fontana, o jogador Leo Moura, Fabiana Albuquerque, Cíntia Moraes, Amanda Zampiere, o jogador Rodrigo Alvim e Álvaro Luiz Maior de Aquino, ex-zagueiro do Flamengo.

A prisão preventiva dos dois foi decretada no dia 8 de julho. Segundo a denúncia oferecida pelo Ministério Público, Bruno agrediu Eliza física e psicologicamente, em 2009, exigindo que a ex-amante fizesse um aborto. Na época, Eliza estava grávida de cinco meses e tentava provar na Justiça que Bruno era o pai da criança.

Assista ao vídeo:


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