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27 de Maio de 2012

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publicado em 07/12/2010 às 14h10: atualizado em: 07/12/2010 às 16h30

Advogado diz que goleiro Bruno
ficou indefeso durante processo

Defesa cita roncos de Ércio Quaresma em alegações finais

Do R7

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O advogado Cláudio Dalledone Júnior alegou à Justiça na sexta-feira (3) que seu cliente Bruno Fernandes, acusado de matar Eliza Samudio, ficou sem o amplo direito a defesa ao longo do processo. Segundo a assessoria de imprensa de Dalledone, um dos exemplos dados foi o momento em que o ex-representante do réu Ércio Quaresma começou a dormir e roncar em uma audiência. Na ocasião, a juíza chamou a atenção de Quaresma.

A assessoria não quis dar detalhes sobre o argumento dado à Justiça durante as alegações finais do processo –última fase antes de a Justiça decidir se o réu vai para júri popular- porque “não seria ético criticar o defensor anterior”. Na próxima sexta-feira (10), a Justiça deve anunciar a sua decisão se os acusados de envolvimento no desaparecimento e morte de Eliza vão à júri popular. 

O prazo de entrega das alegações finais dos advogados de defesa dos nove envolvidos terminou na sexta-feira. Os defensores tinham até as 18h para entregar os documentos em qualquer comarca de Minas Gerais. Até o fim do prazo, foram protocolados no Fórum de Contagem as alegações finais feitas pelos advogados de Bruno, Flávio Caetano de Araújo, Dayanne Rodrigues, Elenílson Vitor da Silva, Wemerson Marques de Souza e Fernanda Gomes Castro. As defesas de Marcos Aperecido dos Santos, o Bola, Sérgio Rosa Sales e Luís Henrique Romão, o Macarrão não foram entregues em Contagem. 

Segundo a juíza Marixa Lopes Fabiane Rodrigues, do Tribunal de Júri de Contagem, as alegações desses três últimos podem ter sido protocoladas em outra comarca e devem chegar a ela no máximo até quarta-feira (8). Ela disse também que caso eles não tenham entregue os documentos à Justiça, cabe a ela aceitá-los ou não fora do prazo. Mesmo assim o atraso ou a não apresentação não rende punição. 

No dia 26 de novembro o Ministério Público Estadual apresentou as alegações finais sobre a acusação dos nove envolvidos no caso. O promotor Gustavo Fantini pediu que oito suspeitos fossem julgados em júri popular, à exceção do motorista Flávio Caetano. 

Segundo a alegação, não existem provas do envolvimento de Flávio no desaparecimento de Eliza Samudio. O motorista foi liberado do presídio Nelson Hungria na madrugada do dia 1º de dezembro após um habeas corpus.

Em outro processo, o goleiro Bruno Fernandes foi condenado pela Justiça do Rio de Janeiro por cárcere privado, constrangimento ilegal e lesão corporal a Eliza Samudio, com quem teve um caso e teria tido um filho.

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