Polícia Civil disse que vai responder acusações na segunda-feira (19)
Os suspeitos do caso Eliza estão sofrendo maus-tratos na Polícia Civil de Minas Gerais, afirmou o advogado Ércio Quaresma em entrevista ao R7 neste domingo (18). Quaresma, que representa o goleiro Bruno Fernandes e outros seis envolvidos no caso, dedicou o dia para preparar requisições para vários órgãos acompanharem os flagrantes de desrespeito aos direitos dos acusados. Entre as instituições que serão convocadas estão o governo de Minas Gerais, a corregedoria da Polícia Civil, a OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), Promotoria de Controle de atividades Sociais e instituições de defesa dos direitos humanos, enumerou o defensor.
Veja a reconstituição do crime
As denúncias de Quaresma são ainda mais graves do que as reveladas ao R7 pelo advogado Zanone Manoel de Oliveira, que defende Marco Aparecido dos Santos, mais conhecido como Bola. Segundo Quaresma, até mesmo uma grávida sofreu maus tratos.Gestante de nove meses, Jorgiane Dávila de Oliveira, a mulher de Luiz Henrique Ferreira Romão, mais conhecido como Macarrão e um dos suspeitos de participar do desaparecimento de Eliza Samudio, prestou depoimento em condições desumanas, sofrendo pressão psicológica e esperando por horas para ser atendida.
– Isso é tortura.
Quaresma também relata que o goleiro Bruno foi intimidado quando chegou à delegacia de Minas Gerais.