27 de Maio de 2012
Afastado após ter sido flagrado fumando crack, ele defenderá o ex-policial civil Bola

Depois de nove meses fora do processo sobre a morte de Eliza Samudio, ex-amante do goleiro Bruno Fernandes de Souza, por ter sido suspenso após ser flagrado em vídeo fumando crack, o polêmico advogado Ércio Quaresma volta ao caso. Desta vez, porém, ele vai integrar a equipe de defesa de outro réu, o ex-policial civil Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, acusado de executar a vítima.
Nesta sexta-feira (12), o advogado, que também é ex-policial civil e passou três meses internado para tratamento de dependência química, já atuou na defesa de Bola em outro processo, sem relação com o processo contra o goleiro.
Na ação que tramita no Tribunal do Júri de Contagem pelo sequestro e assassinato de Eliza, Quaresma era advogado de Bruno, defesa que atualmente está a cargo de Cláudio Dalledone Júnior.
Ércio Quaresma, que chegou a dormir e roncar em audiência presidida pela juíza Marixa Rodrigues, não será responsável sozinho pela defesa de Bola. Ele vai integrar a equipe de Zanone Júnior, já encarregado do processo. Bola é acusado de homicídio, mas não foi incluído na denúncia por sequestro e cárcere privado, como Bruno e outros acusados.
Júri Popular
Na última quarta-feira (10), os desembargadores do Tribunal de Justiça de Belo Horizonte (MG) decidiram que os acusados de sequestrar e matar Eliza Samudio irão a júri popular. Por dois votos a um, eles concederam liberdade a um dos réus: Sérgio Rosa Sales, primo do ex-atleta do Flamengo.
Sales, que também é conhecido como Camelo, estava preso na penitenciária Dutra Ladeira, em Ribeirão das Neves (MG), e foi solto na quinta-feira (11).
Acusações
Bruno Fernandes, Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão, e Sérgio Rosa Sales, o Camelo, respondem por homicídio triplamente qualificado (meio cruel, impossibilidade de defesa da vítima e cometer um crime com intuito de garantir impunidade por outro), sequestro e cárcere privado e ocultação de cadáver.
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