Representante diz que suspeitos não se enquadram nos requisitos de prisão temporária
Os advogados que representam Elenilson Vitor da Silva , Wemerson Souza (o Coxinha) e Flavio Caetano, todos suspeitos de terem matado Eliza Samudio, ex-amante do goleiro Bruno Fernandes, entraram nesta segunda-feira (26) com um pedido de habeas corpus para fazer com que eles respondam ao processo em liberdade. A informação foi dada ao R7 pelo advogado Frederico Franco.
Para ele, os três suspeitos não se enquadram nos requisitos de prisão temporária, pois eles colaboraram com a investigação, nunca tentaram fugir da prisão e têm residência e emprego fixos.
A equipe de defesa representa também os presos Bruno Fernandes, Dayane Rodrigues do Carmo Souza e Luiz Henrique Romão, mais conhecido como Macarrão (veja quem é quem no infográfico abaixo). Os pedidos de habeas corpus dos três foram recusados pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais, que não tem prazo para analisar o novo pedido.
A polícia mineira trabalha há um mês na investigação do desaparecimento da jovem Eliza Samudio. No dia 24 do mês passado, os policiais receberam a primeira informação sobre o caso: a denúncia anônima de que uma mulher teria sido agredida e morta no sítio do atleta, em Esmeraldas (MG). Bruno é considerado pela polícia como o responsável pelo sumiço da ex-amante. Ele nega participação no crime.
O presidente das investigações, Edson Moreira, espera terminar o inquérito em até duas semanas. Para que isso aconteça, falta ainda a conclusão de alguns laudos como o exame feito nos cachorros de Bola, que teriam comido partes do corpo de Eliza, depois de ela ser estrangulada e esquartejada pelo o ex-policial civil.