Cerca de 12,5 toneladas foram recolhidas nesta sexta-feira (26), no Rio
Uma espécie de alga nanoplanctônica pode ter causado a mortandade de peixes na lagoa Rodrigo de Freitas, zona sul do Rio de Janeiro, na manhã desta sexta-feira (26), segundo a secretária estadual do Ambiente, Marilene Ramos. Um conjunto de fatores, como o longo período de insolação e a mudança brusca de temperatura, podem ter propiciado a proliferação da espécie, ainda não identificada.
De acordo com a secretária, os laudos técnicos da Gerência de Qualidade da Água do Inea (Instituto Estadual do Ambiente), que faz o monitoramento da lagoa, indicam que não houve queda de oxigenação nas águas.Marilene Ramos foi enfática ao descartar que o acidente ambiental tenha qualquer relação com o fato de a comporta do canal do Jardim Alah ter sido aberta na quinta-feira (25), devido ao rompimento de uma tubulação, e ter causado um despejo de esgoto na praia do Leblon.
- Com certeza não tem conexão com o caso do Leblon porque a medição indicou que o nível de oxigênio na água está normal. Se houvesse entrada de esgoto, a quantidade de oxigênio teria caído.
Segundo a gerente de Qualidade da Água do Inea, Fátima Soares, amostras da água foram recolhidas e enviadas para o laboratório do instituto e de instituições científicas parceiras para que se possa identificar o mais rapidamente e com precisão as causas a mortandade de peixes.
Fátima informou que, na segunda-feira (22), a quantidade da alga que pode ter causado a mortandade estava em 400 mil e que, nesta sexta-feira (26), subiu para 1,8 milhão. O resultado do exame deve ficar pronto já na semana que vem.
A Comlurb informou que foram coletados das águas da lagoa cerca de 12,5 toneladas de peixes mortos - entre savelhas, corvinas, tilápias, baranas e bagres.