27 de Maio de 2012
Ex-amante de Bruno morava com a mulher em São Paulo desde o ano passado
Eliza Samudio não queria “por nada nesse mundo” que seu filho ficasse com a mãe dela, segundo afirma a dona da casa onde a ex-amante do goleiro Bruno morou pela última vez antes de desaparecer. A declaração foi dada em entrevista ao R7 e escrita em documento anexado ao processo de decisão da guarda da criança, atualmente com oito meses de idade e sob a guarda de Sônia Fátima de Moura, mãe de Eliza.
A técnica em enfermagem Aurenir Farias da Silva, de 54 anos, abrigou Eliza por cerca de seis meses em um sobrado do bairro de Cangaíba, na zona leste de São Paulo. Ela diz que era chamada de "tia" pela modelo. A advogada que representa a mãe de Eliza diz ver “armação” no testemunho.
O processo da guarda do bebê corre em Foz do Iguaçu (PR), na divisa do Brasil com o Paraguai, em segredo de Justiça, como ocorre com toda ação que envolve guarda de crianças. Eliza viveu a maior parte de sua vida em Foz do Iguaçu com o pai, Luis Carlos Samudio, que quer ficar com a guarda do menino.
Aos 19 anos, Eliza morou em São Paulo e no Rio de Janeiro, dependendo de onde arranjasse trabalho, segundo o pai dela, para desenvolver sua carreira de modelo. A advogada de Sônia, Maria Lúcia Borges Gomes, diz que Eliza fugiu para São Paulo por não concordar com os supostos abusos sexuais praticados por Luis Carlos em suas irmãs adolescentes.
Depois de sair de Foz do Iguaçu, Eliza ficou grávida, supostamente do então goleiro Bruno Fernandes, que hoje está preso. Ele e outros oito suspeitos são acusados de ter matado Eliza. As audiências de um dos processos acontecem desde a semana passada em Minas Gerais.
"Eu disse para ela não ir ao Rio"
Quando estava com cinco meses de gravidez, Eliza passou a morar no sobrado de Aurenir Farias da Silva. Eliza tinha bom relacionamento com uma das filhas de Aurenir, que ofereceu o abrigo ao ver Eliza passar dificuldades no Rio de Janeiro.
Maria Lúcia, advogada que representa Sônia, afirma que sua cliente sempre se preocupou com Eliza. Depois que a reportagem do R7 relatou alguns dos pontos das declarações de Aurenir, ela afirmou que "sente cheiro de armação" no testemunho.
Leia a carta escrita por Aurenir, anexada ao processo da guarda do filho de Eliza (o nome da criança foi omitido pelo R7):
“Eu Aurenir Farias da Silva Brasileira, Técnica de Enfermagem, endereço rua (...) declaro para fins de direito e se necessário for, repetir em juízo, que Eliza Samudio morou em minha residência durante 1 ano, época que teve o filho. Eliza não queria que sua mãe Sonia ficasse com seu filho [trecho ilegível] ela teve a criança. Eu comentei com a Eliza sobre a Sua mãe que ela deveria avisa-la Sobre o nascimento do neto a mesma magoada falou que não Tinha mãe que a mesma Teria morrido pois tinha abandonado aos 5 mezes de vida. Eliza chorava ao contar o abandono. Antes de viajar para o Rio de Janeiro Eliza tinha me falado que caso acontecesse algo com ela; ela queria que a criança ficasse comigo ou com seu pai luiz Carlos Samudio, que por nada nesse mundo queria que seu filho ficasse com sua mãe Sônia... Por ser verdade, firmo a presente (...)” (sic).
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