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publicado em 13/07/2010 às 10h19:

Análises de carro de Bruno e do computador de
Eliza Samudio podem ficar prontas nesta terça-feira

Fernando Pinheiro chegou à sede da Divisão de Investigações de BH na manhã desta segunda

Ana Letícia Leão, enviada do R7 a Belo Horizonte

O presidente do IC (Instituto de Criminalística) de Minas Gerais, Sergio Ribeiro, afirmou na manhã desta terça-feira (13), ao entrar na sede da Delegacia de Investigações de Belo Horizonte, que as análises no carro Ranger Rover do goleiro suspenso do Flamengo Bruno Fernandes e no computador da sua ex-amante, Eliza Samudio, podem ficar prontas ainda nesta terça-feira (13).

O laptop da jovem foi entregue pela polícia ao IC na semana passada. Há a suspeita de que a máquina contenha registros de conversas de Eliza com o Bruno pelo MSN (programa de mensagens instantâneas). No carro do goleiro, a polícia encontrou manchas de sangue, uma pertencente a Eliza Samudio e outra de um homem.

Também na manhã desta segunda, a Polícia Civil de Belo Horizonte convidou um veterinário para conversar com os investigadores na manhã desta terça-feira. O veterinário Fernando Pinheiro chegou à sede da Divisão de Investigações por volta das 8h40.

O objetivo da polícia com a conversa é descobrir qual a melhor forma de examinar os cachorros apreendidos no sítio do ex-policial civil Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, em Vespasiano, na região metropolitana de Belo Horizonte. Segundo depoimento de um adolescente de 17 anos, primo de Bruno, Bola esquartejou o corpo de Eliza e deu parte para seus cachorros comerem. A defesa de Bola nega o crime.

O veterinário, que possui uma clínica na capital mineira, afirmou ao chegar ao local que vai recomendar aos policiais que o exame de endoscopia nos animais seja descartado, em troca de análises com luminol para identificar vestígios de sangue nos cachorros.

Segundo o veterinário, não adianta mais colher as fezes dos cachorros agora. O exame só poderia ter sido feito com fezes da época do crime ou com fezes secas da época, ainda presentes no sítio em Vespasiano.

- Quando o cachorro come, você consegue coletar material no estômago [ainda com vestígios do que se quer descobrir] dele até seis horas [depois]. E nas fezes durante um ou dois dias.

De acordo com Pinheiro, não é possível encontrar nada no sangue dos animais.

- Ou a gente [humanos] teria material genético de porco quando comesse porco. O sangue só absorve aquilo que interessa.

O veterinário disse ainda que existe a possibilidade de haver vestígios de unha nas fezes secas do cachorros no suposto local do crime. Segundo ele, é preciso coletar esse material.

Discordando de depoimento dado no final da semana passada pela defesa do ex-policial civil, o veterinário afirmou que “cachorro come carne humana com certeza, ainda mais se estiver esfomeado”.

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