27 de Maio de 2012
Problemas persistem ao longo dos 50 quilômetros que unem BH e Sete Lagoas
Buracos, ondulações na pista, falta de acostamento, placas escondidas pelo mato e vários trechos sem pintura horizontal ameaçam a segurança de motoristas que passam pela rodovia MG-424. A estrada, que liga a capital mineira a sete municípios da Grande BH e região central, está em péssimas condições. As informações são do jornal Hoje em Dia.
Os problemas se agravam à noite, já que não há iluminação e “olhos de gato” ao longo dos 50 km da via. A situação também é complicada para pedestres, que se arriscam ao atravessar a pista, que não têm passarelas mesmo nos perímetros urbanos.
O pesado tráfego diário em direção às cidades de Vespasiano, São José da Lapa, Confins, Pedro Leopoldo, Matozinhos e Prudente de Morais aumenta em dia de partida de futebol na Arena do Jacaré, em Sete Lagoas, onde a estrada termina.
A média de público por jogo é de 10 mil pessoas e parte destes torcedores chega ao campo pela rodovia. Outra alternativa de acesso é pela BR-040, caminho que muitos motoristas deixam de usar por considerar mais perigoso.
A reportagem percorreu a MG-424 e verificou que alguns trechos estão recebendo novas camadas de asfalto. Mas outros problemas persistem. Em Vespasiano, a falta de passarelas para ligar os bairros Jardim da Glória e Novo Horizonte leva moradores a se aventurar em meio aos veículos.
O perigo também é enfrentado por quem precisa pegar o transporte coletivo partindo de São José da Lapa e Pedro Leopoldo em direção à capital.
Nos primeiros, 20 km da via, que são duplicados, faltam pintura de faixas e capina. No mesmo trecho, sentido Belo Horizonte, o intenso tráfego de caminhões que saem carregados das indústrias de cimento e cal danifica ainda mais o asfalto.
As costelas - como são chamados os defeitos causados na pista pelos veículos pesados - obrigam os motoristas a trafegarem pela faixa da esquerda. Próximo a Confins, o mato esconde a placa de acesso ao município.
Mas é no município de Matozinhos que os condutores precisam redobrar a atenção. Na entrada da cidade, a pista simples é mal sinalizada, cheia de buracos e sem acostamento.
Os 20 km restantes até Sete Lagoas já foram recapeados, mas as faltas de sinalização e de iluminação continuam comprometendo a segurança dos viajantes.
Municípios mobilizados
Municípios do entorno da MG-424 estão mobilizados para cobrar do governo do Estado melhorias na estrada. Uma audiência pública realizada na quarta-feira (6) em Vespasiano discutiu as intervenções que já estão sendo executadas pela Setop (Secretaria de Obras Públicas) na via.
O encontro reuniu moradores e lideranças políticas da cidade-sede e de São José da Lapa, Matozinhos, Confins, Pedro Leopoldo, Prudente de Morais e Lagoa Santa, além de outras cidades dos arredores que também dependem da rodovia.
A vereadora de Vespasiano Adriana Lara (PT) alega que nenhum dos municípios foi procurado pela Secretaria para opinar sobre os trabalhos.
De acordo com a Setop, os trabalhos incluem o recapeamento de 30 quilômetros de pista entre Pedro Leopoldo e Sete Lagoas. Destes, 21 já estariam prontos. Em nota, a secretaria afirma ainda que o DER-MG (Departamento de Estradas de Rodagem) faz a manutenção permanente de todo o trecho, com serviços de capina, roçadas e limpeza dos dispositivos de drenagem, entre outras ações.
O projeto de R$ 95 milhões também prevê intervenções para aumento da capacidade da via, recuperação e restauração da pista, duplicação de segmentos, construção de um viaduto de acesso a Confins e de uma passagem inferior para Lapa Vermelha e a instalação de três passarelas.

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