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27 de Maio de 2012

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Violência na Bahia
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publicado em 09/02/2012 às 13h52:

Bahia viveu seu "momento Iraque"
durante greve, diz Marco Maia

Presidente da Câmara diz que onda de crimes levanta reflexão sobre segurança

Marina Marquez, do R7, em Brasília

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O presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia (PT-RS), disse na manhã desta quinta-feira (9) que a greve dos policias militares na Bahia e a onda de crimes que se espalhou pelo Estado cria uma necessidade de discussão sobre a necessidade de se controlar melhor as greves e mobilizações na área de segurança pública. Segundo ele, os baianos viveram um "momento Iraque".

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- Nesses dias, nós pudemos quase comparar que a Bahia viveu um momento Iraque, com mortes em sequência, que não devem ser assimiladas de forma natural por ninguém, muito menos pelos homens públicos. E o que nós temos assistido na área da segurança pública nos remete a várias reflexões. Inclusive sobre a necessidade de ter um controle maior de mobilizações e greves realizadas por integrantes da área de segurança púbica do Brasil.

Marco Maia disse que "não pode haver um movimento que traga tanta instabilidade, tanta insegurança" para a população e que leve a uma onda de crimes tão assustadora.

Apesar de concordar que o problema das greves tem ligação com a discussão da PEC 300, que cria um piso salarial para os servidores da segurança pública, o presidente da Câmara disse que "não é momento" para decidir sobre o assunto.

- Eu tenho uma convicção de que nós não podemos e não devemos tomar uma decisão sobre esta matéria no calor dos acontecimentos que vêm tomando conta dos Estados. Essa é uma matéria muito séria, ela tem impacto nas finanças públicas de forma muito forte, significa um gasto para a União e para os Estados significativo e nós não podemos e não devemos desconhecer a realidade dos Estados.

Para Marco Maia, os governadores não fornecem reajustes maiores por não ter "condição financeira".

- Eu acho que não cabe a nós tratar desse tema imputando aos governadores uma responsabilidade ou gastos que eles não terão condições de cumprir no curto, médio e longo prazo.

Temos que ter muita cautela. Ajudar os Estados e os servidores a encontrar caminhos de negociação, sem criar problema maior aos nossos governadores.

PEC 300
O senador Pedro Taques (PDT-MT), presidente da Subcomissão de Segurança Pública do Senado, também comentou a situação de insegurança nos Estados com a probabilidade de novas greves de policiais. Para ele, a PEC 300 é o motivo das manifestações.

- Eu entendo que a PEC 300 é a causa desses movimentos e nós não podemos fugir a causa e fugir ao debate sobre a PEC 300. Sabemos que alguns Estados não tem condição de pagar, temos que saber o porquê. O Senado já participou da discussão e eu defendo a aprovação dela. 

Taques recebeu secretários de segurança de vários Estados juntamente com o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-MA) para discutir assuntos ligados à segurança pública no país. Foi apresentado um documento aos senadores, com propostas ligadas a vários temas como os crimes hediondos, milícias, medidas disciplinares para policias, entre outras coisas.

- No Brasil dizem que quando você não quer fazer nada você cria uma comissão, mas eu tenho certeza que as duas comissões [subcomissão do Senado e comissão especial dos secretários de segurança], em trabalho integrado, conseguirão trazer para a sociedade brasileira uma lei penal que possa trazer segurança, tranquilidade e proteção aos direitos fundamentais, mas também o desejo fundamental que o Estado tem de proteger o cidadão.

O secretário de Segurança Pública do Rio de Janeiro, José Mariano Beltrame, também defendeu a PEC 300, mas disse que é preciso cuidado para que a lei realmente traga benefícios.

- Sou muito favorável a PEC 300, mas em contrapartida temos que ver de onde vai sair o recurso para pagar. Só aprovar a PEC não é o caminho coerente. Tem também que se dizer como ela vai ser paga.

Assista ao vídeo:

 

 

 

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