Munição roubada de quartel foi vendida para criminosos da favela do Lixão, na Baixada Fluminense
O Ministério Público Militar abriu outros 14 inquéritos este ano para apurar desvios de armas, munições e outros materiais de unidades das Forças Armadas no Rio. Um deles investiga o sumiço de seis lunetas de pontaria e de dez carregadores de fuzil calibre 7,62 do Museu Histórico do Regimento Escola de Infantaria do Exército, na região central do Rio. Na mesma unidade, também é investigado o desaparecimento de sete granadas não-letais, ocorrido em 25 de julho de 2008.
A promotoria investiga ainda o roubo de peças de fuzil do 11º Grupo de Artilharia de Campanha do Exército, na Vila Militar, zona oeste, ocorrido em 9 de fevereiro deste ano.
O 1º Distrito Naval, que representa a Marinha no Rio, informou que, desde o ano passado, foram desviadas três pistolas e um fuzil de suas unidades em território fluminense. Os crimes levaram ao indiciamento de seis militares.
Procurado pelo R7, o CML (Comando Militar do Leste), representação do Exército no Rio, informou que possui procedimentos rigorosos de controle de armamento e munição que dificultam qualquer tentativa de desvio. O comando disse ainda que qualquer furto ou roubo de material controlado dentro de organizações militares resulta na abertura imediata de inquério policial militar.