27 de Maio de 2012
Marinha confirmou problema no sistema de flutuação da embarcação
O barco Imagination, que naufragou na noite de domingo (22), estava com o tubulão rachado. A estrutura é formada por grandes tubos cheios de ar que formam o sistema de flutuação da embarcação, que é movida por um motor de lancha.
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A informação foi confirmada pelo comandante Rogério Leite, delegado fluvial de Brasília, que esclareceu que ainda é precipitado afirmar que esse possa ter sido o motivo para o naufrágio.
- Só poderemos saber se isso influenciou ou causou o afundamento, se ela [a estrutura da embarcação] estava rachada antes ou depois de afundar, depois de içar o barco, o que ainda não tem prazo para acontecer.
A equipe de mergulhadores do Corpo de Bombeiros está fazendo imagens do barco, a 17 metros de profundidade, para auxiliar nas investigações. A pedido da Marinha, dois peritos do Rio de Janeiro chegarão a Brasília na noite desta segunda-feira (23), para dar prosseguimento ao inquérito.
De acordo com números oficiais, 93 pessoas foram resgatadas com vida e um bebê de sete meses morreu. Até o momento, apenas um corpo foi retirado do Lago Paranoá e ainda há entre sete e oito desaparecidos. A dificuldade em precisar o número deve-se ao fato de que não havia uma lista oficial com os nomes dos convidados. A relação encontrada no barco possui dois nomes que podem ser da mesma pessoa.
Apesar de a embarcação ter capacidade para 92 pessoas, nem a Marinha e nem o Corpo de Bombeiros arriscam atribuir à provável superlotação o motivo para o naufrágio.
Acidente
O acidente deste domingo ocorreu por volta das 21h. O barco Imagination foi construído em 1997, com capacidade para 22 pessoas[a capacidade aumentou para 92 após a reforma?]. Na época foi batizado de Netuno e era usado para auxiliar veleiros que navegavam no Lago Paranoá. Em 1999 ele foi vendido e reformado pelo novo proprietário, deixando de ser uma embarcação de apoio e passando a ser um barco de festa.
Uma operação com três lanchas, 25 mergulhadores, 56 bombeiros e dois helicópteros fez a busca das vítimas durante toda a madrugada. Pelo menos 11 sobreviventes, dos 94 resgatados, nadaram sozinhos até a margem. Uma base de operações dos bombeiros foi montada no clube da Ascade (Associação dos Servidores da Câmara dos Deputados) para atender as vítimas. Dos resgatados, três foram encaminhados para o hospital, sem ferimentos graves.
O comandante Rogério Leite disse que um inquérito administrativo foi aberto para investigar o acidente. Prazo é de três meses e, após isso, será encaminhado ao tribunal marítimo. Segundo o comandante, a embarcação - que estava regularizada - adernou pela popa, o que ajudou a afundar mais rápido.
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