27 de Maio de 2012
Ele é acusado de matar Eliza Samudio e jogar partes do seu corpo para cães
Assista ao vídeo:
Já a defesa de Macarrão decidiu armar um tumulto durante a audiência para fazer com que o cliente não respondesse as perguntas da juíza Marixa Fabiane Lopes. Macarrão disse que não daria nenhuma declaração sobre o caso e a audiência foi encerrada por volta das 22h30.
Enquanto a juíza lia o depoimento dado pelo acusado à polícia quando ele foi preso, os três advogados - Claudio Dalledone, Wasley Vasconcelos e Américo Leal– começaram a conversar alto. Marixa pediu para que eles parassem de falar, pois estavam atrapalhando o trabalho dela. Os advogados começaram uma discussão e a juíza então ordenou que eles saíssem da sala. Dalledone, neste momento, falou para Macarrão não responder a nenhuma pergunta. O réu acatou a ordem e disse que “não tinha mais nada a declarar”.
Leal revelou depois aos repórteres que forçou uma confusão para que o cliente não prestasse depoimento. Dalledone também disse que vai pedir uma acareação à Justiça, mas não informou quem ele deseja que seja confrontado com Macarrão.
Agressão
O goleiro também contou à juíza como Eliza foi agredida no trajeto após um jantar com Macarrão, até o hotel Windsor, no Rio. Segundo Bruno, a jovem estaria o insultando no trajeto, e o primo dele menor de idade irritou-se e deu um soco no nariz dela. O jogador contou que soube que Macarrão teve de parar o carro para apartar a briga dos dois. Bruno não mencionou a coronhada na cabeça.
Quanto ao depoimento do menor de idade, que foi quem revelou toda a trama para matar Eliza Samudio, o goleiro disse que não sabe o porquê de ele ter inventado a história. Segundo o jogador, o garoto tem "distúrbio, uns brancos", mas é uma boa pessoa. Bruno também afirmou que não respondeu aos policiais quando foi interrogado porque eles queriam que ele confirmasse a história do menor.
O jogador também elogiou muito o amigo Macarrão. Segundo Bruno, só depois que o amigo começou a tomar conta de suas finanças que a vida dele começou "a andar". Por outro lado, o goleiro disse estar muito decepcionado com primo Sérgio Rosa Sales, com quem morou.
- Eu ajudava ele [Sérgio], mesmo sem trabalhar para mim. Ajudei muito e perdi a confiança. Ele saiu da minha casa e não quis mais estudar, perdeu boas oportunidades".
Antes de começar a audiência, o advogado do atleta, Ércio Quaresma, solicitou à juíza que ele tivesse 30 minutos para conversar com seu cliente. Logo no início da sessão, a juíza leu o pedido da defesa de Macarrão para o afastamento dela do caso. O defensor alegou que Marixa já teria tomado partido pela condenação dos acusados. A solicitação foi negada.
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