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publicado em 12/11/2010 às 11h38:

Bola se recusa a responder a todas
as perguntas no Fórum de Contagem

Acusado diz que só responderá questões da defesa; Fernanda também deve depor

Fernando Zuba, do Hoje em Dia, com R7


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Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, negou-se a responder todas as perguntas feitas pela juíza Marixa Fabiane Lopes Rodrigues, no Fórum de Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte, por volta das 11h desta sexta-feira (12). Ele é ouvido por causa do desaparecimento e da morte da ex-amante do goleiro Bruno, Eliza Samudio.

Quando foi questionado pela juíza, o acusado afirmou que só responderá às questões do advogado de defesa. Bola é o primeiro a prestar depoimento nesta sexta-feira.

Segundo a Polícia Civil de Minas Gerais, ele teria matado Eliza e depois jogado partes de seu corpo para cães da raça rotweiller. Além dele, Fernanda Gomes de Castro, ex-namorada de Bruno, também deve ser ouvida. 

Na quinta-feira (11), o goleiro depôs por cerca de 10 horas em Contagem. Ele começou a falar por volta das 10h20, teve um intervalo entre 14h e 15h e prosseguiu até as 21h. Durante o depoimento, o atleta afirmou à juíza Marixa que dois jogadores “renomados” ligaram um dia antes de ele se entregar à polícia para contar que viram a modelo em São Paulo, entre os dias 11 e 12 de junho.

O atleta também relatou que a última vez em que viu Eliza Samudio foi no seu sítio em Esmeraldas (MG). Depois disso, ela recebeu R$ 30 mil e foi embora para São Paulo pagar contas. Por sete dias, o goleiro disse ter ficado com o filho em Minas.

Assista ao vídeo:

 

 



Já a defesa de Macarrão decidiu armar um tumulto durante a audiência para fazer com que o cliente não respondesse às perguntas da juíza Marixa Fabiane Lopes. Macarrão disse que não daria nenhuma declaração sobre o caso e a audiência foi encerrada por volta das 22h30.

Enquanto a juíza lia o depoimento dado pelo acusado à polícia quando ele foi preso, os três advogados - Claudio Dalledone, Wasley Vasconcelos e Américo Leal – começaram a conversar alto. Marixa pediu para que eles parassem de falar, pois estavam atrapalhando o trabalho dela. Os advogados começaram uma discussão e a juíza então ordenou que eles saíssem da sala. Dalledone, neste momento, falou para Macarrão não responder a nenhuma pergunta. O réu acatou a ordem e disse que “não tinha mais nada a declarar”.

Leal revelou depois aos repórteres que forçou uma confusão para que o cliente não prestasse depoimento. Dalledone também disse que vai pedir uma acareação à Justiça, mas não informou quem ele deseja que seja confrontado com Macarrão.

Agressão 

O goleiro também contou à juíza como Eliza foi agredida no trajeto após um jantar com Macarrão, até o hotel Windsor, no Rio. Segundo Bruno, a jovem estaria o insultando no trajeto, e o primo dele menor de idade irritou-se e deu um soco no nariz dela. O jogador contou que soube que Macarrão teve de parar o carro para apartar a briga dos dois. Bruno não mencionou a coronhada na cabeça.

Quanto ao depoimento do menor de idade, que foi quem revelou toda a trama para matar Eliza Samudio, o goleiro disse que não sabe o porquê de ele ter inventado a história. Segundo o jogador, o garoto tem "distúrbio, uns brancos", mas é uma boa pessoa. Bruno também afirmou que não respondeu aos policiais quando foi interrogado porque eles queriam que ele confirmasse a história do menor.

O jogador também elogiou muito o amigo Macarrão. Segundo Bruno, só depois que o amigo começou a tomar conta de suas finanças que a vida dele começou "a andar". Por outro lado, o goleiro disse estar muito decepcionado com primo Sérgio Rosa Sales, com quem morou.

- Eu ajudava ele [Sérgio], mesmo sem trabalhar para mim. Ajudei muito e perdi a confiança. Ele saiu da minha casa e não quis mais estudar, perdeu boas oportunidades".

Antes de começar a audiência, o advogado do atleta, Ércio Quaresma, solicitou à juíza que ele tivesse 30 minutos para conversar com seu cliente. Logo no início da sessão, a juíza leu o pedido da defesa de Macarrão para o afastamento dela do caso. O defensor alegou que Marixa já teria tomado partido pela condenação dos acusados. A solicitação foi negada.


 

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