Subiu para três o número de mortos em uma ação do Bope (Batalhão de Operações Especiais), tropa de elite da Polícia Militar do Rio, contra traficantes na favela do Jacarezinho (zona norte), iniciada por volta das 9h30 deste domingo (18). Por volta das 11h40, dois corpos foram retirados do morro. A reportagem da
TV Record está no local e foi informada por policiais do Bope que ao menos mais uma pessoa foi morta na favela.
Até as 12h30, a assessoria de imprensa do Bope confirmava a morte de dois traficantes, e a apreensão de 250 kg de maconha e um botijão de gás usado para esconder armas e drogas. Inicialmente, a polícia havia informado que quatro pessoas tinham sido presas no morro. Mais tarde, o Bope negou a informação.
Às 10h, havia intensa troca de tiros na comunidade. Duas horas mais tarde, tiros ainda eram ouvidos, mas com menor intensidade. O veículo blindado do Bope, conhecido como "caveirão" está no local.
A situação da guerra do tráfico no Rio levou o governo do Estado a reunir a cúpula da segurança pública. Neste domingo, haverá uma reunião no BPM (Batalhão de Polícia Militar) da Tijuca (zona norte) para discutir o que fazer para combater o avanço das ações criminosas.
Policiais do 3º Batalhão da Polícia Militar da região do Méier, na zona norte do Rio de Janeiro, informaram por volta das 9h10 deste domingo que homens tentaram incendiar um ônibus em frente à favela do Jacarezinho. Os policiais conseguiram evitar a ação e os vândalos fugiram. O ato foi isolado, segundo a polícia. A PM diz ter aumentado a segurança no local. Ao todo, 2.000 policiais reforçam a segurança em toda a cidade.
No último sábado (17), oito ônibus foram queimados. Cinco deles no bairro do Jacaré, após traficantes rivais tentarem invadir o Morro do Macaco, também na zona norte. Um helicóptero da Polícia Militar foi abatido e dois policiais morreram. A série de ataques de traficantes deixou ao menos 12 mortos e oito feridos.
O major Oderley Santos, relações públicas da Polícia Militar, confirmou nesta manhã que o morro dos Macacos, continua cercado por policiais dos batalhões da Tijuca, Maré e Méier, pelo Bope (Batalhão de Operações Especiais) e pela Companhia de Cães. O morro está parcialmente ocupado pelos policiais.
Não foram registrados confrontos entre a noite de sábado e as 7h30 deste domingo no morro dos Macacos, segundo policiais que estão na favela. O comércio funciona normalmente e os ônibus circulam sem problemas pela cidade.
A PM diz que vários bandidos de facções rivais que tentaram invadir o morro dos Macacos, na madrugada de sábado, ainda podem estar escondidos na comunidade, principalmente na mata, na divisa com o morro São João.
Investigações iniciais apontam ainda que os criminosos são das favelas Manguinhos, Mangueira e Jacarezinho e tinham como objetivo controlar os pontos de venda de drogas do morro dos Macacos, que é comandado por facção rival.
Feridos
Quatro policiais militares feridos no confronto com traficantes continuam internadosno hopital Central da PM, no Estácio (zona norte).
A assessoria de imprensa informou que três estão estáveis e se recuperam. No entanto, um policial permanece em estado gravíssimo e corre risco de morrer.
O quinto policial ferido em combate está internado no hospital do Andaraí. Após passar por cirurgia, o cabo tem quadro estável e não corre risco de morte. Ele ficará em observação no centro de tratamento de queimados da unidade. O sexto PM ferido se recupera no hospital da Aeronáutica, na Ilha do Governador (zona norte). Um médico da unidade informou às 8h40 que só poderá passar informações sobre o paciente à tarde.
Dois moradores do morro dos Macacos também ficaram feridos no conflito de sábado. Um homem de 22 anos está em estado muito grave no hospital do Andaraí. Ele levou tiros nos dois braços e em uma das pernas. A vítima passou por cirurgia e corre risco de morte. Não há informações confirmadas sobre o estado do segundo morador.
Dos outros dez homens mortos, sabe-se somente que o enterro de um morador será às 15h, no cemitério do Catumbi (zona norte).