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publicado em 19/08/2011 às 12h48:

Borracheiro é defendido por advogado do caso Bruno

Ércio Quaresma também voltou a defender o Bola, acusado de executar Eliza Samudio

Do R7, com Hoje em Dia

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A sessão de julgamento do borracheiro Fábio Wilian Silva, acusado de matar a cabeleireira Maria Islaine da Silva em janeiro de 2010, começou na manhã desta sexta-feira (19) após quase uma hora de atraso. O advogado de defesa do acusado é o mesmo do o ex-policial civil Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, acusado de executar Eliza Samudio. Ércio Quaresma ficou nove meses fora do processo sobre a morte de Eliza, ex-amante do goleiro Bruno Fernandes de Souza, por ter sido suspenso após ser flagrado em vídeo fumando crack.

O advogado garantiu que existem novas expectativas para o julgamento desta sexta e que devem acontecer novas revelações. O defensor afirmou que vai tentar derrubar as qualificantes e que as testemunhas de defesa vão explicar o que levou Fábio a cometer o crime.

Um áudio em que os dois brigam por vários motivos, entre eles um apartamento, não deve ser reproduzido no julgamento. A defesa afirmou que as conversas já foram divulgadas e seria cansativo, já que contêm quase cinco horas de duração. A promotoria apoiou o argumento.

Nesta sexta, Quaresma acompanhou a chegada do borracheiro, que entrou cabisbaixo no tribunal às 9h25, e em seguida foram anunciados os membros do júri.

Por volta das 11h00, o acusado começou o depoimento. Ele afirmou que começou a andar armado após sofrer ameaças do traficante dono do salão onde a mulher trabalhava. No dia do crime, ele garante que queria apenas deixar a cabeleireira com medo.

- Ela falava que iria me colocar na cadeia. Quando cheguei com o revólver e ela disse que eu não era homem de atirar, perdi a cabeça.

Ele afirmou estar arrependido e que merece ser condenado. Três amigos do casal, testemunhas de defesa, falaram das 10h até o momento em que iniciou-se o depoimento de Silva. A linha do depoimento foi a mesma: eles falaram sobre como borracheiro era apaixonado pela Maria Islaine.
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O auditório onde acontece a sessão está cheio e muitas pessoas ficaram na porta para acompanhar a decisão. Foram colocadas faixas pedindo por justiça, punição e cumprimento da Lei Maria da Penha.


Familiares da vítima e do acusado aguardavam ansiosamente pelo julgamento, como Rosane Morais, irmã de Maria Islaine.

- Tem que ser feito justiça, já que a Maria de Penha não funcionou. Assim, ficaremos mais tranqüilos.

Já Luciana Maria Soares, irmã do borracheiro, disse que espera uma condenação justa.

- Que ele vai ser condenado isso já sabemos. Só não pode ser com vingança. Não adianta fazer a Lei Maria da Penha valer agora que ele já está preso.

Fábio foi denunciado pela Justiça em 15 de junho do ano passado por homicídio triplamente qualificado, por motivo fútil, emprego de meio que resultou em perigo comum e não dar possibilidades para a vítima se defender. Porém, um recurso impetrado pela defesa conseguiu retirar a segunda acusação, afirmando que as pessoas que estavam ao redor conseguiram fugir antes dos tiros começarem.

Relembre o caso

A cabeleireira Maria Islaine de Morais, na época com 31 anos, foi fuzilada por Fábio Willian Silva, com quem foi casada por cinco anos. Segundo a polícia, ela estava em seu salão de beleza, na rua Álvaro Camargos, no bairro Santa Mônica, região de Venda Nova, quando o ex-marido, que estava armado com uma pistola 9 mm, invadiu o estabelecimento e atirou contra ela. O acusado foi preso no dia seguinte, no distrito de Biquinhas, município de Morada Nova de Minas, na região central do Estado. Eles estavam separados há cerca de um ano e meio.

Por causa das constantes desavenças entre o casal, a mulher já teria feito oito queixas contra o ex-marido, tendo inclusive conseguido uma ordem judicial para que Fábio Willian mantivesse 300 metros de distância dela. A irmã da vítima, Maria Ronilda Moraes de Freitas, teria dito que Maria Islaine tentou suicídio, em 2009, em função dos problemas enfrentados pelo casal.

As imagens do crime gravadas pelo circuito interno mostram o borracheiro alterado. De pé, do lado de fora do salão, ele provoca a mulher verbalmente. Neste momento, Maria Islaine fazia escova no cabelo de uma cliente. Em seguida, ele sai, volta com a arma, aponta-a para a mulher e atira várias vezes. Foram quatro tiros no peito, três nas costas e um na cabeça. Outras três pessoas estavam no local no momento do crime.

Após o assassinato, sai correndo e foge na picape Strada placa HAE-9934, que estava parada na porta do salão e, de acordo com a Polícia Militar, pertence ao pai do borracheiro.

Dinheiro

Entre os motivos das desavenças, segundo uma pessoa próxima da família, estaria a venda de um apartamento, no valor de R$ 50 mil, cujo dinheiro Fábio Willian não queria repartir. Testemunhas contaram que, um ano antes, Silva teria atirado uma bomba caseira no portão do salão, que ficou amassado.

Arrependimento

Durante audiência realizada em março de 2010, a irmã de Fábio William, Luciana Stela, afirmou que o borracheiro disse estar arrependido do que fez. Na época, ela afirmou que reuniu cerca de 5.000 assinaturas de pessoas que alegaram que ele era "boa pessoa e trabalhador".


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