Goleiro suspenso do Flamengo deixou o local poucos minutos após ter chegado
O goleiro deixou o local em uma viatura do Cope (Comando de Operações Especiais). Poucos minutos depois, o ex-policial civil Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, também deixou o prédio. Ele saiu de cabeça baixa, sob vaias. Até a publicação desta notícia, a Justiça não soube informar o motivo da liberação tão rápida dos suspeitos, nem se eles chegaram a falar como testemunhas. Em seguida, foi a vez de Luiz Henrique Romão, o Macarrão, também sair do prédio de cabeça baixa. Ele foi igualmente vaiado.
Após a saída de seus clientes, o advogado Ércio Quaresma falou com os jornalistas que estão no local. Ele disse que o trio deixou a Vara da Infância e Juventude tão rápido porque "não tinham o que fazer" ali. Questionado sobre o motivo que levou o goleiro Bruno a ter dado uma risada ao deixar o prédio, o advogado apenas afirmou:
- É a certeza [que Bruno tem] de que a Justiça vai prevalecer.
O advogado deixou o local sob os gritos da multidão de "vacilão".
Mentira
Pouco antes da chegada dos suspeitos à vara, Eliezer Jonatan de Almeida, advogado do adolescente de 17 anos, primo do goleiro suspenso do Flamengo Bruno Fernandes, disse que seu cliente mentiu sobre ter visto a mão de Eliza Samudio ser atirada para cachorros comerem.
- A questão da mão jogada pelo cachorro não existe. Isso foi imaginado diante da pressão que ele teve [sic].
O adolescente tinha contado, em três depoimentos anteriores, que Eliza Samudio foi morta, esquartejada e teve partes do corpo dadas para cachorros, de um homem identificado como Neném, comerem. Os relatos do menor causaram uma reviravolta nas investigações sobre o desaparecimento da ex-amante de Bruno. Questionado sobre como o adolescente teria conseguido inventar um história tão complexa, Almeida respondeu: