27 de Maio de 2012
Segundo goleiro, sua ex-amante foi levada para um ponto por Macarrão
Em depoimento no Fórum de Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte, o goleiro Bruno Fernandes afirmou, no final da tarde desta quinta-feira (11), que Eliza Samudio foi embora do sítio em Esmeraldas, também na região metropolitana, de táxi. Segundo o goleiro, o amigo Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão, a deixou em um ponto na quarta-feira, dia 10 de junho deste ano.
Eliza teria ido embora depois de receber R$ 30 mil do goleiro, de acordo com o depoimento. Bruno disse que a ex-amante precisava ir para São Paulo, pois teria de pagar algumas despesas. Ele também afirmou à juíza Marixa Fabiane Lopes que perguntou para Eliza se ela corria risco de morte e se precisava de ajuda.
Antes de ir, de acordo com Bruno, Eliza pediu para o goleiro ficar com o filho por sete dias, enquanto ela resolvia problemas em São Paulo. A partir deste dia, Dayanne Rodrigues de Souza, ex-mulher de Bruno, teria cuidado da criança. A partir deste dia, levou a criança para a avó ver em Belo Horizonte e, depois, seguiu em um ônibus do time de futebol 100% para uma partida no Rio de Janeiro.
Bruno presta depoimento desde as 10h20 desta quinta-feira, em Contagem. Houve um intervalo das 14h às 15h para o almoço. O goleiro também admitiu que pode ser o pai do filho de Eliza e pediu autorização à juíza para ver a criança. Marixa autorizou, mas ainda é preciso consultar a mãe da jovem que, atualmente, tem a guarda do menino. O advogado de Sônia de Fátima Moura disse que é possível que ela permita o encontro.
Dinheiro
Também durante o depoimento, o jogador disse que Eliza pediu R$ 50 mil a ele e decidiu ir a Minas Gerais para receber a quantia. Bruno contou que soube do pedido de dinheiro quando estava na concentração no hotel Windsor e que, na ocasião, ele disse que não teria toda a quantia, apenas uma parte (R$ 30 mil). Ele prometeu depositar o dinheiro na conta da jovem, mas ela preferiu ir até Minas Gerais com Macarrão para receber o cheque.
A partir de então, Bruno, Fernanda Gomes Castro, ex-amante do goleiro, Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão- e um primo menor de idade de Bruno foram com Eliza a BH, onde ela esperava receber o dinheiro restante. O goleiro não explicou por que eles foram para Minas, já que estavam todos juntos no Rio.
Aconselhado por seu advogado, Ércio Quaresma, Bruno só responde a perguntas da juíza. Os questionamentos do Ministério Público e dos defensores de outros réus não serão respondidos.
Motel
O goleiro Bruno confirmou que esteve em um motel em Contagem junto com Eliza, o filho, Fernanda, Macarrão e o menor, enquanto seguiam do Rio de Janeiro para Belo Horizonte. Ele disse que, do motel, à tarde, foi participar de uma partida de futebol, no bairro Veneza, em Ribeirão das Neves, região metropolitana de Belo Horizonte.
Eliza manifestou vontade de assistir ao jogo, pois, segundo Bruno, ela teria dito que seria a primeira vez que o filho assistiria ao pai jogar futebol. No intervalo da partida, Bruno disse que levou a criança ao vestiário e a apresentou como Bruno Henrique.
Ainda segundo o goleiro, Macarrão foi para o Rio de Janeiro no dia 7 de junho acompanhado de Fernanda para conseguir dinheiro para a realização de uma festa e também para dar a Eliza. No dia seguinte, terça-feira, 8 de junho, Macarrão retornou com uma quantia que Bruno não soube precisar. Já na quarta-feira, 9 de junho, Bruno entregou R$ 30 mil para Eliza, em notas de 50 e 100 reais. Mas Eliza pediu para ficar mais um dia. Anteriormente, Bruno disse à juíza que foi para Minas para entregar o dinheiro a Eliza. Nessa hora, Bruno entrou em contradição, pois mais cedo havia dito que Eliza estava indo com ele para Minas para pegar o dinheiro pessoalmente.
Assista ao vídeo:
Agressão
O goleiro também contou à juíza como Eliza foi agredida após um jantar no Rio de Janeiro, antes da partida em direção a BH. Segundo Bruno, a jovem o estaria insultando no trajeto, o que teria irritado o primo dele, menor de idade, que a teria atingido com um soco no nariz. O jogador contou que soube que Macarrão teve de parar o carro para apartar a briga dos dois. Bruno não mencionou a coronhada na cabeça relatada em outros depoimentos.
Quanto ao depoimento do menor de idade, que foi quem revelou toda a suposta trama para matar Eliza Samudio, o goleiro disse que não sabe o porquê de ele ter inventado a história. Segundo o jogador, o garoto tem "distúrbio, uns brancos", mas é uma boa pessoa. Bruno também afirmou que não respondeu aos policiais quando foi interrogado porque eles queriam que ele confirmasse a história do menor.
O jogador também elogiou muito o amigo Macarrão. Segundo Bruno, só depois que o amigo começou a tomar conta de suas finanças é que a vida dele começou "a andar". Por outro lado, o goleiro disse estar muito decepcionado com primo Sérgio Rosa Sales, com quem morou.
- Eu ajudava ele [Sérgio], mesmo sem trabalhar para mim. Ajudei muito e perdi a confiança. Ele saiu da minha casa e não quis mais estudar, perdeu boas oportunidades".
Além de Bruno, Macarrão deve ser ouvido nesta quinta. Faltam também os interrogatórios do policial civil Marco Aparecido dos Santos, o Bola, e de Fernanda, ex-amante do goleiro.
Antes de começar a audiência, o advogado do atleta, Ércio Quaresma, solicitou à juíza que ele tivesse 30 minutos para conversar com seu cliente. Logo no início da sessão, a juíza leu o pedido da defesa de Macarrão para o afastamento dela do caso. O defensor alegou que Marixa já teria tomado partido pela condenação dos acusados. A solicitação foi negada. O advogado de Macarrão já afirmou que seu cliente deve ficar calado.
Preencha os campos abaixo para informar o R7 sobre os erros encontrados nas nossas reportagens.
Para resolver dúvidas ou tratar de outros assuntos, entre em contato usando o Fale Com o R7