Bruno e Macarrão chegam ao Departamento de Investigações de cabeças raspadas
Outros seis estão na delegacia, onde farão registro de impressão digital
Do R7, com informações do Jornal Hoje em Dia
Texto:
Alex de Jesus/O Tempo/Agência Estado
Cabeça de atleta foi raspada, assim como de seu amigo e comparsa Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão
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Bruno Fernandes, goleiro suspenso do Flamengo, e Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão, chegaram ao Departamento de Investigações da Polícia Civil na Lagoinha, em Belo Horizonte, com as cabeças raspadas. Ele e mais seis evolvidos no desaparecimento e possível morte de Eliza Samudio, ex-amante do goleiro, estão na delegacia para fazer registros de impressão digital nesta quinta-feira (29).
As informações foram confirmadas pela Secretaria de Defesa Social. Sérgio Rosa Sales, primo de Bruno, já estava no local, no Ceresp São Cristóvão. Nesta quinta, Dayane, ex-mulher do goleiro, foi a primeira a chegar. As impressões digitais dos oito serão colhidas para identificação criminal, fechamento do inquérito e indiciamento. O delegado Edson Moreira também tentará ouvi-los novamente. O inquérito deve ser concluído até o dia 5 de agosto.
Eliza está desaparecida desde o início de junho e foi vista pela última vez, segundo testemunhas, no sítio de Bruno, em Esmeraldas (MG). O goleiro, a ex-mulher dele, o melhor amigo e outras cinco pessoas estão presas como suspeitas de sequestro e morte. Um menor de 17 anos, que é primo de Bruno, revelou detalhes do crime, mas mudou de versão quatro vezes. Ele está detido no Ceip (Centro de Internação Provisória) do Horto, em BH. Todos alegam inocência.
Na quarta-feira (28), o exame de DNA realizado no IML (Instituto Médico Legal) de Guaratinguetá, no interior de São Paulo, concluiu que o corpo carbonizado encontrado em Cachoeira Paulista, a 212 km da capital paulista, não é de Eliza.
O laudo feito pelo Instituto de Criminalística e divulgado pela polícia identificou o cadáver como sendo de um homem, segundo informações da rádio CBN.
A baixa estatura e a proximidade das datas entre o desaparecimento de Eliza e o aparecimento do corpo carbonizado fizeram a polícia de Cachoeira Paulista suspeitar de que o cadáver pudesse ser dela. A identidade do corpo ainda não foi divulgada pela polícia.