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publicado em 22/09/2010 às 18h29: atualizado em: 22/09/2010 às 19h30

Bruno e Macarrão chegam a presídio de Contagem

Acusados fizeram exame de corpo de delito no IML de Belo Horizonte

Do R7, com jornal Hoje em Dia

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O goleiro Bruno Fernandes e Luiz Henrique Romão, o Macarrão, chegaram ao presídio Nelson Hungria, em Contagem (MG), por volta das 17h desta quarta-feira (22). A informação foi divulgada pela Seds (Secretaria de Desenvolvimento Social de Minas Gerais) por volta das 18h30.

A dupla havia saído da sede do IML (Instituto Médico Legal) de Belo Horizonte. No local, eles foram submetidos a um exame de corpo de delito, que durou cerca de uma hora.

Eles chegaram à capital mineira em duas viaturas da Polícia Civil do Rio de Janeiro. A polícia de Minas fez a escolta. Ainda em Belo Horizonte, Bruno chegou sorrindo e evitou os questionamentos dos jornalistas que estavam no local. Irônico, ele se limitou a responder: “pergunta para o [delegado responsável pela investigação] Edson Moreira”. Macarrão permaneceu calado.

Os dois são acusados do sequestro e morte de Eliza Samudio, ex-amante do atleta, em processos que correm no Rio e em Minas. Eles estavam presos em Bangu 2, na zona oeste da capital fluminense até a manhã desta quarta-feira.

Inicialmente, eles fariam exames no IML de Juiz de Fora. O coordenador do núcleo de controle de presos da Polinter (Delegacia Especializada em Captura) do Rio, Orlando Zaccone, disse ao R7 que soube da alteração no meio do caminho.

- Já estávamos na estrada com os dois carros da [Delegacia de] Homicídios do Rio, quando a polícia mineira solicitou que a transferência seguisse direto para Belo Horizonte e não parasse em Juiz de Fora.

A assessoria da Seds (Secretaria de Estado de Defesa Social) de Minas não confirma a mudança de planos.

Assista ao vídeo:

 


Expectativa desde sexta-feira

 

O juiz da 1ª Vara Criminal de Jacarepaguá, na zona oeste do Rio, Marco José Mattos Couto, determinou na última sexta-feira (17) a transferência de volta para Minas Gerais do goleiro Bruno e do amigo Macarrão, que estavam presos em Bangu 2 desde o último dia 26 de agosto. Eles respondem no Rio de Janeiro a processo por lesão corporal e sequestro contra Eliza Samudio, crimes que teriam ocorrido em outubro do ano passado.

Em interrogatório, Macarrão afirmou que Bruno já tentou se matar várias vezes nos últimos dois meses em que permaneceu preso. Segundo a assessoria de imprensa do Tribunal de Justiça do Rio, Macarrão disse na audiência que "não está mais aguentando" essa situação.

O advogado dos acusados, Ércio Quaresma, disse, após a audiência, ter ouvido de Macarrão que Bruno manifestou por diversas vezes vontade de acabar com a própria vida.

Segundo o defensor, Macarrão afirma que o goleiro tem usado medicamentos acima da dosagem e que o atleta teria sido flagrado manuseando uma "tereza" - corda feita de lençóis amarrados uns aos outros - na cadeia. Em nota, a Secretaria de Administração Penitenciária do Rio negou o fato.

Quaresma disse que Bruno desmaiou ao menos nove vezes nos últimos dias e que a defesa estuda a possibilidade de pedir tratamento psiquiátrico para o goleiro na prisão. Na sexta-feira, Bruno desmaiou na cela do fórum de Jacarepaguá após sofrer queda do nível de glicose. Uma ambulância foi chamada para socorrê-lo.

Em interrogatório, Bruno e Macarrão se reservaram o direito constitucional de permanecer calados. A audiência contou com depoimentos das testemunhas convocadas pela defesa. Entre elas, estavam a presidente do Flamengo, Patricia Amorim, o atual diretor-executivo de futebol do clube, Zico, e o lateral-direito Leonardo Moura, além do goleiro Paulo Victor, do lateral-esquerdo Rodrigo Alvim e do zagueiro Tite, do Vasco.

A mãe de Eliza Samudio, Sônia Fátima Moura, compareceu ao fórum e chorou ao ver o goleiro e Macarrão.

Sentença em até 40 dias

Em seu depoimento, a presidente do Flamengo, Patricia Amorim, declarou que, mesmo sendo absolvido, Bruno não atuará mais pelo time porque a imagem da instituição foi afetada. A dirigente disse que o contrato do jogador com o clube foi suspenso até que sejam encerrados os processos judiciais.

O goleiro Paulo Victor, que atua pelo Flamengo, disse que Bruno participou de uma orgia junto com Eliza, e negou ter emprestado um carro ao atleta para que ele levasse a jovem para Belo Horizonte. Já o zagueiro Álvaro afirmou que a vítima era conhecida por todos os jogadores de clubes em que atuou no Brasil e também na Espanha.

O Tribunal de Justiça informou que a sentença poderá sair em 40 dias. O promotor Eduardo Paes afirmou que vai analisar se inclui os crimes de tráfico de drogas e subtração de documentos ao processo.  Segundo ele, na denúncia consta que Eliza teria sido obrigada a ingerir uma medicação, e, por isso, ele vai analisar se a substância era proibida. A jovem também teria dito que perdeu os documentos.

 


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