Suspeitos de matar ex-amante do goleiro devem ficar presos no Rio de Janeiro por 30 dias
Esse processo refere-se à primeira denúncia que a ex-amante de Bruno fez contra o jogador. Na época, Eliza, que estava grávida de cinco meses e dizia que o goleiro era o pai da criança, alegou que foi levada ao apartamento de um amigo de Bruno e obrigada a tomar abortivo.
Bruno e Macarrão ficaram em celas separadas, isolados dos outros detentos, e não poderão receber visitas. Eles devem ficar no Rio de Janeiro por 30 dias, prazo no qual os depoimentos sobre o caso devem ser encerrados.
A dupla chegou ao fórum de Jacarepaguá, onde aconteceram os depoimentos, às 11h58 dessa quinta-feira. Das cinco testemunhas arroladas, quatro foram ouvidas e uma dispensada. Segundo o promotor Eduardo Paes, os depoimentos, principalmente o da ex-delegada Maria Aparecida Mallet e o da estudante Milena Barone Fontana, amiga de Eliza, apresentam provas contundentes de que ela foi vítima de agressões.
No depoimento, a ex-delegada afirmou que Eliza disse que foi levada para o condomínio Varandas da Barra da Tijuca, onde o jogador morava, e lá foi obrigada a tomar comprimidos e líquidos. Segundo Maria Aparecida, a jovem teria dito que concordaria em fazer o aborto desde que a deixassem ir embora.
Depois de tomar os remédios, Eliza afirmou ter dormido e, horas depois, deixou o condomínio em um táxi e foi para a delegacia fazer uma queixa, de acordo com o relato da delegada. No posto policial, a jovem afirmou ainda que conheceu Bruno em um churrasco, passou a manter contato com ele e, em seguida, engravidou. Eliza afirmou ainda que, na hora do suposto sequestro, Bruno e Macarrão disseram que iam matá-la caso ela não concordasse em fazer o aborto.
Já Milena contou que Eliza lhe disse que, durante o sequestro no ano passado, Bruno e seus amigos teriam atirado álcool no corpo dela, puxado o seu cabelo, a agredido fisicamente e feito xingamentos.
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