Bruno negou acusações da família e disse que Ércio Quaresma é o pai que ele não teve
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O ex-goleiro do Flamengo Bruno Fernandes negou durante audiência realizada no fórum de Contagem, região metropolitana de Minas Gerais, nesta quinta-feira (14) ter sido ameaçado por seu advogado Ércio Quaresma. Familiares do jogador acusaram a defesa de chantagem e extorsão na semana passada.
À pedido do próprio advogado, ele foi chamado pela juíza Marixa Fabiane Lopes para prestar esclarecimentos sobre as denúncias. Bruno disse que o advogado está sendo o pai que ele não teve e que está fazendo tudo por ele. Outros advogados quiseram fazer perguntas ao acusado, mas a juíza indeferiu o pedido.
Em seguida, Bruno retornou à cela porque a primeira testemunha a ser ouvida nesta quinta-feira, a mulher do caseiro do sítio do jogador, Gilda Maria Alves, pediu que os réus não estivessem presentes durante a audiência.
Em seu depoimento, Gilda afirmou queviu Eliza algumas vezes no sítio do jogador antes de ela desaparecer.
De acordo com o TJ-MG, estão na sala de audiência: Bruno Fernandes, Dayanne Rodrigues do Carmo Souza, Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão, Fernanda Gomes Castro, Flávio Caetano Araújo, Elenilson Vítor da Silva, Wemerson Souza, o Coxinha, e o menor de idade, primo de Bruno.
Após pausa para o almoço, a audiência seguiu com a entrada do policial civil Sirlan Versiani Guimarães no início da tarde desta quinta. De acordo com o TJ-MG (Tribunal de Justiça de Minas Gerais), Guimarães continuava depondo por volta das 15h40.
O tribunal ainda informou que a audiência termina após o depoimento do policial civil e será retomada às 8h30 desta sexta-feira (15), quando serão ouvidas testemunhas de defesa. Os trabalhos da acusação continuaram nesta quinta após Bruno, seu primo Sales, e sua amante Fernanda passarem mal.
Mais 11 testemunhas ainda devem prestar depoimento. Entre elas, estão o delegado responsável pelo caso, Edson Moreira, e as delegadas Alessandra Wilke e Ana Maria dos Santos.
Desmaio e vômito
Na quarta-feira, os nove acusados de participação no crime compareceram à quarta audiência realizada no Fórum de Contagem. O goleiro Bruno voltou a passar mal, e foi levado para o Hospital Municipal da cidade. Sales, primo do goleiro, e Fernanda, amante de Bruno, também se sentiram mal.
Os três foram atendidos por uma ambulância do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência). Segundo o TJ-MG, Bruno teve uma queda de pressão. Na manhã do mesmo dia, ele já havia passado mal, mas não precisou ser socorrido.
De acordo com informações do TJ-MG, Fernanda também teve uma queda de pressão e desmaiou após saber que seu pedido de habeas corpus foi negado pelo desembargador Herbert Carneiro. Ela também foi levada ao Hospital Municipal de Contagem.
Bruno passou mal durante a audiência da última quinta-feira (7). O atleta vomitou na frente da juíza Ana Paula Lobo Pereira de Freitas, da Vara Criminal e da Infância e da Juventude de Vespasiano.
No dia 6 de outubro, o goleiro desmaiou durante a sessão, e foi encaminhado para o Pronto-Socorro João XXIII, onde foi medicado e diagnosticado com sinusite leve.
O advogado de Bruno Ércio Quaresma entrou na Justiça com um pedido para que o goleiro cumpra prisão domiciliar, enquanto aguarda pelo julgamento.
Processo
No dia 30 de junho, a Polícia Civil de Minas Gerais indiciou Bruno e outros oito suspeitos pela morte de Eliza, mesmo sem a prova material do crime: o corpo da vítima. Dias depois, o TJ-MG aceitou a denúncia do MP (Ministério Público). Todos os envolvidos no caso estão presos.