27 de Maio de 2012
Goleiro e amigo dele se negaram a falar durante interrogatório em fórum
O amigo do goleiro Bruno Luiz Henrique Romão, o Macarrão, disse nesta sexta-feira (17), durante audiência no fórum de Jacarepaguá, na zona oeste do Rio de Janeiro, que o atleta já tentou se matar várias vezes nos últimos dois meses em que permaneceu preso. A assessoria de imprensa informou que Macarrão disse que "não está mais aguentando" essa situação.
Bruno e Macarrão permanecem calados na Justiça
O advogado dos acusados Ércio Quaresma disse, após a audiência, ter ouvido de Macarrão nesta sexta que Bruno manifestou por diversas vezes vontade de acabar com a própria vida na última semana. Segundo o defensor, Macarrão afirma que o goleiro tem usado medicamentos acima da dosagem e que o atleta teria sido flagrado manuseando uma "tereza" - corda feita de lençóis amarrados uns aos outros - na cadeia.
Quaresma disse que Bruno desmaiou ao menos nove vezes nos últimos dias e que a defesa estuda a possibilidade de pedir tratamento psiquiátrico para o goleiro na prisão. Nesta sexta-feira, Bruno desmaiou na cela do fórum de Jacarepaguá após sofrer queda do nível de glicose. Uma ambulância foi chamada e ele passa bem.O promotor do caso, Eduardo Paes, foi irônico diante da afirmação de Macarrão na Justiça. Segundo ele, "a defesa já fez tanta graça e pode ter feito mais uma". Para Paes, os depoimentos tomados nesta sexta foram "tranquilos".
Em interrogatório, Bruno e Macarrão se reservaram o direito constitucional de permanecerem calados. A audiência, que começou às 13h30 e terminou por volta das 15h40, contou com depoimentos das testemunhas convocadas pela defesa. Entre elas estavam a presidente do Flamengo, Patricia Amorim, o atual diretor-executivo de futebol do clube, Zico, e o lateral-direito Leonardo Moura.
Na primeira audiência do processo que corre no Rio de Janeiro, em 26 de agosto, foram ouvidas quatro testemunhas de acusação. Elas são: a amiga de Eliza, Milena Baroni, a delegada Maria Aparecida Mallet - que ouviu a jovem na delegacia da Mulher em Jacarepaguá na época do sequestro -, além de Mateus Dantas e Mauro José de Oliveira, porteiros do condomínio no Recreio dos Bandeirantes, na zona oeste, onde Bruno morava.
A Justiça do Rio autorizou o retorno de Bruno e de Macarrão para Minas Gerais. A transferência deve ser feita em acordo entre os governos estaduais. A estimativa é de que a sentença saia em até 40 dias - a acusação e a defesa têm cada uma cinco dias para apresentar as alegações finais. Após a audiência, eles foram levados para o presídio de Bangu 2. Os dois respondem a outro processo na Justiça de Minas Gerais, onde são acusados da morte de Eliza Samudio.
Sem suicídio
Entretanto, a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária do Rio de Janeiro divulgou nota na noite desta sexta-feira informando que o goleiro Bruno Fernandes em nenhum momento tentou suicídio no período em que está preso no Estado.
Na nota, a pasta informa que Bruno passou por uma avaliação psiquiátrica, procedimento padrão adotado pela secretaria. Após essa consulta foi diagnosticado um quadro de depressão e a indicação foi que o preso não ficasse completamente isolado.
Preencha os campos abaixo para informar o R7 sobre os erros encontrados nas nossas reportagens.
Para resolver dúvidas ou tratar de outros assuntos, entre em contato usando o Fale Com o R7