27 de Maio de 2012
Integrante de ONG de proteção aos animais contesta veracidade de perfil no Twitter
No suposto perfil de Camila, a enfermeira rebatia os comentários com mensagens como: “#coisasprasefazercomquemmatacachorro ?? Alem de que o Twitter nunca conseguiu nada! Podem, xingar, denunciar, nada vai acontecer”. Em outro momento, o perfil postou uma mensagem mais ácida aos internautas: “Vocês dizem que vão me matar. É certo matar pessoas?”.
Veja o vídeo que causou polêmica
O integrante de uma ONG de proteção a animais, Daniel Guth, escreveu em seu Twitter, na noite do sábado (17), que o perfil da enfermeira no microblog é falso. “Num tuíte antigo descobrimos que ela se chamava @EstherEloise. Achamos um RT de uma amiga, fomos ao FB [Facebook] dela e encontramos a Esther”.
A reportagem do R7 procurou, mas não há informações sobre Esther Eloise, a menina que teria criado o perfil "fake" no Twitter. O microblog permite que seus usuários mudem seus apelidos a qualquer momento. Guth diz que enviou uma mensagem para a menina em outra rede social, mas ela não respondeu.
“Eu mandei msg [mensagem] pelo Facebook. Não respondeu. Acho q todos deveriam fazer o mesmo pra ela ‘se tocar’”.
Já na rede social Facebook, uma foto em que a enfermeira supostamente aparece morta foi postada com a seguinte legenda: “Enfermeira que matou cachorrinho é encontrada morta perto de casa em Goiás”.
A notícia falsa foi compartilhada mais de 16 mil vezes pelos usuários da rede social. A maior parte dos comentários comemora a suposta morte da enfermeira ou espera que a notícia seja verdade.
Após a divulgação do vídeo em que aparece agredindo seu cachorro, ameaças à enfermeira começaram a circular pela rede. Até mesmo uma petição pública, endereçada a Polícia Civil e à Prefeitura de Formosa (GO), foi espalhada pelo Facebook. O documento pede pena máxima a mulher que espancou e matou o cachorrinho.
Na rede social, uma foto de um cão de raça feroz foi postada com o dizer “cadê a enfermeira?”. Na última sexta-feira (16), por volta das 20h, mais de 50 mil usuários já haviam compartilhado a imagem. No Twitter, a tag “coisas para se fazer com quem mata cachorro” era usada entre os usuários para atacar a enfermeira.Investigação
De acordo com o delegado que investiga o caso, Carlos Firmino, além dos maus-tratos ao animal, a mulher terá que responder por outro crime, já que cometeu as agressões na frente da filha pequena. Por isso, a Delegacia da Criança e da Adolescência também acompanha as investigações.
A menina deverá passar por tratamento psicológico e a mãe, caso seja condenada, poderá até perder a guarda da criança.
Entenda o caso
A enfermeira Camila de Moura é investigada por espancar o seu cão da raça yorkshire na frente da filha pequena em Formosa (GO). As cenas foram gravadas por uma vizinha no dia 13 de novembro e vazaram na internet. O cão morreu dois dias após os maus-tratos.
A Polícia Civil da cidade passou a investigar o caso. Segundo delegado, a enfermeira já prestou depoimento, e teria dito que estava estressada com o cachorro. Ela pediu para responder apenas por crime ambiental.
No inquérito policial constam também os relatos de alguns vizinhos, que dizem que o cachorrinho já havia sido agredido pela dona outras vezes.
Por estar colaborando com a polícia, ela não foi autuada em flagrante e deverá responder ao inquérito em liberdade.
Relembre o caso:
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