Presidente da associação, Jorge Lobão, culpa as autoridades pelo ataque à aeronave
O Clube de Cabos e Soldados da Polícia Militar do Rio informou, neste domingo (18), que está oferecendo uma recompensa de R$ 2 mil para quem denunciar o criminoso que atirou num helicóptero da polícia durante confronto no sábado (17), na zona norte.
O presidente da associação, Jorge Lobão, culpou as autoridades pelo ataque à aeronave que culminou em outras ações na cidade.
- A falta de comando leva a uma situação como esta. A recompensa é uma forma de mobilizar a sociedade para reagir, disse Lobão , que disponibiliza o seu próprio celular (21-8181-7307) para que sejam feitas as denuncias.
Lobão defende também o afastamento de toda cúpula da segurança do Rio de Janeiro, por demonstrarem incapaz de conter o avanço da criminalidade.
- Não se trata de um fato isolado como tem declarado as autoridades. O ataque ao helicóptero da polícia , desencadeou uma serie de outras ações na cidade.Trata-se o enraizamento do crime , que tem se enfrentado com rigor e inteligência, disse Lobão.
O helicóptero da Polícia Militar foi abatido durante intensa troca de tiros que começou na noite de sexta-feira (16). A Polícia Civil do Rio tem informações de que pelo menos cem homens de uma facção criminosa invadiram o morro no sábado.
Traficantes do morro São João estariam tentando tomar os pontos de venda de drogas do morro dos Macacos. Por medida de segurança, a Polícia Militar cercou pela manhã todas as entradas do local.
A gravidade do caso levou a PM a montar um gabinete de gerenciamento de crise. Segundo o comandante-geral da PM no Rio, coronel Mário Sérgio Duarte, as folgas de policiais foram suspensas. Unidades da Baixada Fluminense e da Região Metropolitana também estão de prontidão.
Policiais militares procuram na tarde de hoje no morro São João, zona norte do Rio de Janeiro, os criminosos responsáveis pela queda do helicóptero. O major Oderley Santos, relações públicas da PM, disse que as equipes locais vão subir até o topo do morro pelo acesso na mata em uma operação que não tem hora para acabar.
