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27 de Maio de 2012

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Violência na Bahia
Veja a cobertura completa
publicado em 07/02/2012 às 09h40:

Com clima mais ameno, acesso a funcionários do Centro Administrativo é liberado em Salvador

Entrada foi bloqueada na segunda-feira após confronto entre Exército e manifestantes

Do R7, com Rede Record


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O acesso aos funcionários do Centro Administrativo da Bahia, em Salvador, foi liberado na manhã desta terça-feira (7). O local, um enorme complexo onde estão diversas secretarias e o Tribunal de Justiça do Estado, é palco da greve da PM, que se aglomera no prédio da Assembleia Legislativa, que também funciona no local.  Com o clima mais ameno, as pessoas puderam retonar suas atividades.

Pessoas que trabalham no Centro Administrativo foram impedidas de entrar após confrontos entre os manifestantes do movimento grevista da Polícia Militar e os homens do Exército que cercam a área. Segundo o Exército, a medida visava a segurança dos trabalhadores. 

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O enfrentamento aconteceu na segunda-feira (6), quando os militares chegaram a usar balas de borracha e bombas de gás para conter pessoas que protestavam em frente ao prédio - algumas delas queriam entrar na Assembleia para se juntar a familiares grevistas.  

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Para entrar nos prédios, no entanto, é preciso apresentar identificação para provar ser funcionário do governo. 

Crianças

Oito adultos e sete crianças deixaram o prédio da Assembleia Legislativa da Bahia, em Salvador, das 21h de segunda-feira (6) até as 8h30 desta terça-feira (7), segundo informações do Exército. O número do Cedeca (Centro de Defesa da Criança e do Adolescente), no entanto, é um pouco diferente. De acordo com Valdemar Oliveira, oito pessoas saíram do prédio, onde  policiais militares em greve estão acampados, sendo que apenas três eram crianças.

Na segunda-feira, a Justiça determinou que todos os menores de idade que estavam na Assembleia fossem retirados do local. No entanto, não se sabe ao certo quantos ainda estão no prédio. Segundo um dos líderes do movimento grevista, Marco Prisco, cerca de 80 crianças continuam na Assembleia Legislativa. 

Nesta manhã, o efetivo de militares na área aumentou para 1.038 homens. Segundo o tenente-coronel Cunha, o aumento ocorreu para que os funcionários possam transitar livremente na região. Ele também garantiu que todos os que quiserem deixar o prédio terão caminho livre.  

Pelo menos dois líderes grevistas que tiveram a prisão decretada estão dentro do prédio. A Polícia Federal disse que vai cumprir os mandados. Na noite de segunda, houve tensão de novo na área. 

Aumento da violência

No sexto dia de greve, o número de mortos no Estado causado pela violência subiu para 93, segundo o boletim divulgado pela SSP (Secretaria de Segurança Pública) do Estado. Só na segunda, foram registrados quatro homicídios. 

Os números são contabilizados desde o início da greve da Polícia Militar, no dia 1º de fevereiro. O recorde de homicídios ocorreu no dia 3, quando foram registradas 32 mortes no Estado.

Os policiais grevistas dizem não querer confronto com as tropas do Exército ou com os 40 integrantes do Comando de Operações Táticas da Polícia Federal (PF), que chegaram a Salvador para cumprir os mandados de prisão, mas avisam que responderão a eventuais atos de violência com violência. 

Os grevistas não aceitam a proposta do governo, que é de 6,5% de aumento, retroativo ao salário de janeiro de 2012.

Paralisação de professores

O APLB (Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado da Bahia) orientou os professores da rede pública de ensino – tanto municipal quanto estadual - a paralisarem seus serviços até esta terça-feira (7) devido à greve da Polícia Militar, que teve início no último dia 1º. 

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Em nota, o sindicato diz que, se “a greve da Polícia Militar não for suspensa, [os professores] não devem retornar às suas unidades escolares”. Ao R7, a diretora da entidade, Elza Melo, diz que cerca de 400 mil alunos estão sendo prejudicados em Salvador.

-A decisão ocorre devido à falta de segurança e para manter a integridade física dos professores e alunos. Nossa orientação é a de não iniciar o ano letivo por conta dessa instabilidade, que ocorre em toda a cidade. 

Assista ao vídeo: 

 

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